Bancos e lojas retiram tapumes de vitrines e reabrem após confronto em manifestação no centro do Rio
Cidade retoma rotina após paralisações de trabalhadores no Dia Naciona das Lutas
Rio de Janeiro|Do R7

Agências bancárias, estações de metrô e lojas no centro do Rio se preparam para retirar os tapumes que revestiam as vidraças e reabrir as portas na manhã desta sexta-feira (12). As proteções de madeira foram colocadas como uma precaução contra depredações e podem ter evitado prejuízos, já que a manifestação que levou milhares às ruas da região na quinta-feira teve atos de vandalismo e quebra-quebra praticados por grupos isolados.
Pelo menos dez pessoas foram presas na cidade durante os protestos do Dia Nacional de Luta, movimento que foi convocado por centrais sindicais. Outros dois menores foram apreendidos. Um policial foi ferido na cabeça.
De acordo com testemunhas, por volta das 18h30, um grupo de manifestantes encapuzados colocou fogo em objetos em três pontos da esquina da rua 13 de Maio com a avenida Almirante Barroso. As imagens foram registradas pelas câmeras da CET-Rio.
Um pouco mais tarde, um novo confronto voltou a ocorrer entre a Polícia Militar e manifestantes, quando o protesto chegava quase ao final, na altura da avenida Almirante Barroso, perto do Clube Militar, na avenida Rio Branco. Os policiais militares jogaram bombas de gás lacrimogêneo e centenas de manifestantes correram em direção à avenida Chile. Uma nuvem de fumaça tomou a Rio Branco.
Além disso, houve casos isolados de confrontos entre policiais e integrantes da marcha. Um homem foi preso logo no início do ato após atirar uma pedra e quebrar uma vidraça da igreja da Candelária. Em outro momento, um manifestante foi abordado por PMs suspeito de segurar um cigarro de maconha. Companheiros dele tentaram o proteger e houve um princípio de tumulto. Os agentes tiveram que usar bombas de gás lacrimogêneo para dispersar o grupo.
O protesto foi organizado pela Força Sindical do Rio. Outras associações sindicais de trabalhadores participaram do Dia Nacional das Lutas: CUT (Central Única dos Trabalhadores); Conlutas; UGT (União Geral dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Asduerj (Associação de Docentes da Uerj) e Sepe.
Paralisações não afetaram escolas e transportes
A Secretaria Municipal de Educação informou que apenas 20 das 1.429 escolas do Rio (1,3%) não tiveram atendimento no turno da manhã de quinta-feira e que 8,1% dos professores municipais e 2,1% dos profissionais de apoio não trabalharam no turno da manhã.
A ausência na Secretaria Estadual foi bem menor. Segundo a assessoria de imprensa, todas as escolas da rede funcionaram normalmente nesta quinta-feira e apenas 124 docentes - 0,1% do total - faltaram ao trabalho.
Embora a movimentação nas escolas não tenha sido anormal, segundo as secretarias, integrantes do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ) participaram da passeata e cobraram, entre outras reivindicações, a aprovação do Plano Nacional de Educação e um piso nacional do setor com a respectiva equiparação salarial para todos os níveis. O Sinpro-Rio (Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro) é outra entidade que esteve na manifestação e promete entrar em estado de greve a partir do dia 13.
O sistema de transportes públicos operou sem alterações na quinta-feira.
Médicos reivindicam reajustes
Um grupo de médicos iniciou uma manifestação na manhã de quinta-feira, na Cinelândia, centro do Rio, para reivindicar o reajuste anual dos honorários pagos pelos planos de saúde. O conselho luta contra os baixos valores repassados pelas empresas de planos de saúde.
O protesto correu de forma pacífica e outras exigências foram feitas, como a consulta com valor mínimo de R$ 70,00, a aplicação da 5ª edição da CBHPM plena por todas as operadoras e a equiparação dos valores de atendimentos e procedimentos médicos realizados em enfermarias aos prestados nos apartamentos.















