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Bombeiros fazem busca por pedreiro desaparecido na Rocinha; ato pede doações à família de Amarildo

Operação realizada na manhã desta quinta não teve resultados

Rio de Janeiro|Do R7

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Amarildo de Souza está desaparecido desde o dia 13 de julho
Amarildo de Souza está desaparecido desde o dia 13 de julho

Agentes do Corpo de Bombeiros e cães farejadores fizeram buscas do corpo de Amarildo de Souza nesta quinta-feira (25). O pedreiro está desaparecido desde o dia 13 de junho, quando, segundo moradores, foi levado por policiais da UPP para averiguação e desde então não foi mais visto.

Segundo o titular da Delegacia da Gávea (15ª DP), Orlando Zaccone, testemunhas indicaram que o corpo do pedreiro poderia estar na localidade chamada Alto Dioneia. Familiares de Amarildo acompanharam as buscas. De acordo com Zaccone, nada foi encontrado.


Por volta das 17h30 desta quinta, manifestantes se concentraram em frente à casa do governador Sérgio Cabral, na praia do Leblon, para cobrar explicações sobre o sumiço. Os participantes do ato se organizaram também para receber mantimentos que serão doados para a família de Amarildo. 

Na quarta-feira (24), a Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos se reuniu com os familiares de Amarildo, que pediram a inclusão no Programa de Proteção à Testemunhas, com medo de represálias de policiais. O governador Sérgio Cabral também participou da reunião e disse que vai mobilizar todo o governo do estado para achar Amarildo.


Elizabeth Gomes da Silva, mulher do pedreiro, acredita que o seu marido já não esteja mais vivo e afirma estar com medo de sofrer represálias por denunciar o sumiço do seu marido.

— Não recebi nenhum tipo de ameaça, mas estou com medo de os policiais virem e fazerem alguma maldade com a minha família. Meus filhos não querem ir para outro lugar. Estou dormindo na casa dos outros porque tenho medo de me matarem. Já vi pessoas serem ameaçadas e ficarem quietas, eu não vou me calar.


Procurado pelo o R7, o comandante da UPP Rocinha, major Edson, disse que não vai se pronunciar até que o caso seja solucionado. Mas afirmou que ficará provado que a PM é inocente, e que só fez uma ação de rotina.

O caso está sendo investigado pela Delegacia da Gávea (15ª DP). No dia 18 de julho, Zaccone, ouviu os quatro policiais militares da UPP da Rocinha suspeitos de estarem envolvidos do desaparecimento do morador.

Os agentes foram afastados da função e prestarão serviços administrativos na Coordenadoria de Polícia Pacificadora, até que inquérito seja concluído.

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