Cabral condena ações de vandalismo na região do Palácio Guanabara
Governador não comentou seguidas denúncias de excessos da Polícia Militar
Rio de Janeiro|Da Agência Brasil
O governador do Rio, Sérgio Cabral, condenou nesta terça-feira (12) as depredações nas ruas próximas ao Palácio Guanabara, sede do governo do estado, acontecidas na noite de quinta-feira (11) durante protestos que terminaram com mais de 40 detidos. Cabral não comentou as seguidas denúncias de excessos da Polícia Militar.
— Qualquer ação de vandalismo, como foi o caso de ontem, não deve ser tida como um fato normal na vida democrática de qualquer cidade do Brasil. Não é assim que se faz oposição, há outras maneiras.
Na semana passada, ao comentar a retirada pela polícia dos manifestantes do Leblon, onde mora, Cabral disse que manifestações em frente a sede do governo eram admissíveis. Hoje declarou que devem ser feitas no “debate de ideias”.
— Não é atacando pessoas, o Palácio [Guanabara], que se faz oposição, se faz com a discussão democrática.
No protesto de ontem, em Laranjeiras, bairro da zona sul, lixeiras e bancas de jornal foram depredadas. Manifestantes acenderam fogueiras nas ruas e, durante o confronto com a polícia, se refugiaram em uma clínica, que teve a porta forçada.
Perguntado sobre a atuação da PM, que usou bombas de gás lacrimogenio em área residencial densamente ocupada, em bares e em frente à Casa de Saúde Pinheiro Machado, Cabral voltou a dizer “que excessos não serão tolerados”, mas não esclareceu se sindicâncias foram abertas.
O diretor executivo da Anistia Internacional, cuja sede fica próxima ao Palácio Guanabara, Átila Roque, que foi atingido por spray de pimenta, disse que a ação foi desproporcional.
Procurado para esclarecer as ações policiais e comentar o episódio, o secretário estadual de Direitos Humanos, Zaqueu Teixeira, deixou o evento na sede do governo sem falar com a imprensa.















