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Câmara Federal irá ouvir moradores do Alemão sobre onda de violência

Reunião nesta segunda-feira (6) entre moradores e deputados ocorreu no Rio

Rio de Janeiro|Do R7

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Familiares de vítimas da violência se reuniram com Freixo
Familiares de vítimas da violência se reuniram com Freixo

Moradores do Complexo do Alemão serão ouvidos pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal e pela Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) sobre a onda de violência na comunidade. A decisão foi tomada em uma reunião nesta segunda-feira (6). Cerca de 15 moradores foram recebidos pelos deputados federais Jean Wyllys (Psol) e Paulo Pimenta (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, e com o deputado federal Marcelo Freixo (Psol), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj.

Na audiência pública da Alerj serão discutidas as situações de violência vivenciadas pelos moradores do Alemão e as condições de trabalho dos policiais militares. Ainda não há data para a audiência ocorrer. 


Na Câmara Federal, uma nova comissão está sendo instaurada para investigar assassinato de jovens negros e pobres. Além disso, serão discutidos pontos como instalação de universidades no local e o diálogo do Estado com a população. Segundo a assessoria do deputador Marcelo Freixo, as datas das reuniões que acontecerão no Complexo do Alemão dependem da articulação dos moradores sobre as pautas que queiram reivindicar. 

Na reunião, estiveram presentes familiares de vítimas da violência na comunidade. 


Onda de violência

Na última quinta-feira (2), um menino de apenas dez anos morreu com um tiro na cabeça durante à tarde, no Alemão. A Polícia Civil investiga as circunstâncias em Eduardo de Jesus Ferreira foi baleado. De acordo com a família, ele estava sentado na porta de casa brincando em um celular quando foi atingido. A mãe do garoto ainda acusou os policiais de ameaçarem-na de morte.


Na quarta-feira (1º), três pessoas morreram na comunidade. Um rapaz de 18 anos foi baleado em um beco na rua Canitar. Segundo familiares, os agentes teriam efetuado o disparo e impediram que ele fosse socorrido, afastando-os com spray de pimenta e bombas de gás.

No mesmo dia, uma mulher foi atingida dentro da própria casa. Elizabeth Alves, de 41 anos, chegou a ser encaminhada para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos.


Em outro ponto do Alemão, Rodrigo dos Santos, o Farinha, morreu. A polícia informou que ele estava com uma arma na mão. 

No domingo (5), um protesto realizado pela ONG Rio de Paz lembrou as vítimas de bala perdida devido à violência nas comunidades. Um enterro simbólico foi feito em homenagem ao menino Eduardo. 

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