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Carro fuzilado: bala inteira achada em corpo ajudará na conclusão do caso

Perícia apontou que foram 111 disparos, 63 no carro; PMs dizem que foram atacados

Rio de Janeiro|Maria Mazzei, da Rede Record

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Perícia constatou que 63 tiros atingiram lateral de carro
Perícia constatou que 63 tiros atingiram lateral de carro

Uma bala inteira encontrada durante autópsia em corpo de um dos cinco jovens fuzilados em Costa Barros, zona norte do Rio, na noite de 28 de novembro, é considerada pelo delegado Rui Barbosa, da 39ª DP (Pavuna), prova técnica fundamental para ajudá-lo a concluir o caso.

A partir desse projétil, será possível definir de onde partiram os tiros que mataram os jovens. Os quatro PMs alegam que reagiram a ataques de um dos rapazes e de traficantes que estariam sobre uma passarela (um dos acessos ao morro da Lagartixa).


Segundo os policiais suspeitos, o carro também foi atingido por tiros de traficantes porque o veículo estaria na linha de tiro. No entanto, em depoimento a que a Rede Record teve acesso, uma testemunha afirmou de modo inequívoco: os quatro PMs atiraram a curta distância contra o Palio branco onde estavam os jovens.

Segundo a mesma testemunha, nenhum ocupante do carro estava atirou contra os policiais. Ao contrário do que os policiais declararam, o motorista atendeu a ordem de parada dos PMs e chegou a conversar com eles. Um dos rapazes ainda colocou metade do corpo para fora da janela, mostrando que não estava armado, e levantou os braços, de acordo com a testemunha. Mesmo assim, os PMs teriam aberto fogo contra os cinco jovens.


Conforme apontou a perícia, como foram feitos 111 disparos, sendo que 63 atingiram o carro, os investigadores não descartam a possibilidade de traficantes também terem atirado. Por isso, a importância do laudo que vai revelar se a bala encontrada no corpo do rapaz partiu da arma de um dos PMs ou de traficantes, reforçando ou enfraquecendo a tese dos policiais.

Em geral, legistas encontram fragmentos de bala nos corpos de vítimas. Uma bala inteira não deixará dúvidas sobre a origem dos tiros. Todas as armas usadas pelos PMs na noite dos assassinatos foram apreendidas. Associados, esse exame de balística, os laudos do local do crime e da autópsia dos corpos devem levar a polícia a montar a cena do crime. O delegado não descarta realizar uma reconstituição da chacina.

Os PMs Antônio Carlos Gonçalves Filho, Fábio Pizza Oliveira da Silva, Marcio Darcy Alves dos Santos e Thiago Resende Viana Barbosa estão presos preventivamente sob a suspeita de homicídio doloso e fraude processual.

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