Caso Ágatha: 12 policiais militares prestam depoimento ao MP-RJ

Objetivo é confrontar informações obtidas na reconstituição, realizada no dia 1º de outubro, com as versões apresentadas pelos PMs

Menina foi atingida por um tiro de fuzil dentro de uma kombi

Menina foi atingida por um tiro de fuzil dentro de uma kombi

Reprodução

Os 12 policiais militares que estavam no momento da morte da menina Ágatha Félix, de oito anos, prestam depoimento nesta quinta-feira (10) na sede do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), na região central.

Leia mais: Sérgio Cabral é condenado pela 12ª vez; pena total chega a 267 anos

Os procuradores buscam confrontar informações obtidas na reconstituição, realizada no dia 1º de outubro, com as versões apresentadas pelos militares.

Ágatha morreu após ser atingida por um tiro de fuzil quando estava com a mãe dentro de uma kombi no último dia 20 de setembro, na comunidade da Fazendinha, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio.

Ela chegou a ser socorrida e levada para uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) no Alemão, e depois transferida ao Hospital Getúlio Vargas, onde foi operada durante cinco horas. Entretanto, Ágatha não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.

Segundo testemunhas, não havia confronto na região no momento do disparo, ao contrário do que a PM afirma.

As armas dos militares foram recolhidas para perícia. O caso está sendo investigado pela DH-Capital (Delegacia de Homicídios) da Capital, na Barra da Tijuca, zona oeste.

Em nota, o MP-RJ informou que instaurou junto à Justiça Militar um procedimento de investigação para apurar crimes ligados à morte de Ágatha (nota na íntegra abaixo).

“A 2ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria da Justiça Militar instaurou, no exercício do controle externo da atividade policial, um procedimento de investigação direta para apurar a parte relacionada à eventuais crimes militares conexos com a morte da menina Ágatha Vitória Sales Félix, na madrugada de 21/09/2019.

Nesta quinta-feira (10/10) prestaram depoimento dois policiais militares envolvidos no ocorrido e o comandante da UPP local. A Promotoria de Justiça acompanha também o Inquérito Policial Militar (IPM) instaurado e está trabalhando conjuntamente com a PMERJ na realização das diligências necessárias.

As investigações  da morte de Ágatha Felix  estão sendo conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Polícia Civil, com acompanhamento da 23ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal.”