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Caso Amarildo: delegado e parentes de desaparecido têm reunião com procurador geral do Rio

O Ministério Público vai acompanhar as buscas da Divisão de Homicídios pelo morador da Rocinha

Rio de Janeiro|Do R7

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Amarildo Dias de Souza, de 47 anos, é pai de seis filhos
Amarildo Dias de Souza, de 47 anos, é pai de seis filhos

O delegado Rivaldo Barbosa, da Divisão de Homicídios, e parentes de Amarildo Souza, que está desaparecido há 18 dias, iniciaram uma reunião no começo da tarde desta quinta-feira (1º) com o procurador geral de Justiça do Rio de Janeiro, Marfan Vieira, para tratar sobre as buscas ao morador da Rocinha.

Após duas semanas de investigações conduzidas pela Delegacia da Gávea (15ª DP), o caso foi transferido para a Divisão de Homicídios, que cogita a possibilidade de Amarildo Souza ter sido assassinado. Ele desapareceu depois de ser conduzido por policiais da UPP da Rocinha para uma averiguação, durante operação destinada a prender traficantes de drogas na comunidade.


O procurador Homero das Neves vai passar a acompanhar o inquérito. Na quarta-feira (31), Anderson Gomes de Souza, filho mais velho do pedreiro desaparecido, já havia comparecido à sede do Ministério Público para prestar informações que possam ajudar nas buscas. O secretário estadual de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, vai se reunir com o delegado Rivaldo Barbosa nesta quinta para tomar conhecimento da investigação.

Moradores da Rocinha programaram uma manifestação para as 17h desta quinta-feira a fim de cobrar explicações para o sumiço. O ato pode interromper o fluxo de veículos na autoestrada Lagoa-Barra.


Sangue não era de Amarildo

A Polícia Civil comprovou que o sangue encontrado em uma viatura da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha não era do pedreiro. Na quarta-feira, peritos do ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli) confrontaram o material genético com amostras de sangue dos filhos Anderson e Ana Beatriz.


Há cerca de dez dias, a Polícia Militar tirou das ruas quatro PMs da UPP da Rocinha supostamente envolvidos no caso. Segundo a Polícia Militar, enquanto o inquérito estiver em curso, os agentes afastados farão serviços administrativos na Coordenadoria de Polícia Pacificadora.

Após diligências na Rocinha, a Polícia Civil levantou a hipótese de que o corpo de Amarildo pode ter sido jogado em uma caçamba de lixo e deixado a comunidade dentro de um caminhão da Comlurb.


O caso tem sido tema de protestos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Manifestantes cobram explicações também na internet, transformando a pergunta "Onde está o Amarildo?" em um viral.

Sobre o sumiço do morador, o governador do Estado, Sérgio Cabral, disse que a situação é intolerável e que investigações estão sendo feitas para descobrir o responsável pelo crime.

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