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Caso Eduardo: ação contra PM acusado de matar menino no Alemão pode ser encerrada e mãe se revolta

Menino de 10 anos foi morto na porta de casa por tiro de fuzil na cabeça no Alemão

Rio de Janeiro|Do R7

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Terezinha de Jesus teme que processo seja arquivado
Terezinha de Jesus teme que processo seja arquivado

Os advogados do PM acusado pela morte do menino Eduardo de Jesus Ferreira, morto com um tiro na cabeça na porta de casa no Complexo do Alemão, zona norte do Rio, entraram com um recurso para trancar a ação processual. Na prática, se aprovado, o processo será arquivado e o policial Rafael de Freitas Monteiro Rodrigues deixará de responder pelo homicídio.

O pedido de habeas corpus trancativo será votado por três desembargadores na 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Dois já se posicionaram favoráveis ao pedido e o terceiro pediu vista do processo nesta semana. O recurso segue recolhido para análise e não há previsão de quando será julgado em definitivo. O policial responde à acusação em liberdade.


A mãe de Eduardo, Terezinha de Jesus, se diz preocupada com o arquivamento do processo. Ela relata que, após ver a audiência do processo cancelada na última segunda-feira (21), teme que o caso possa ser encerrado sem que justiça tenha sido feita.

— Não é justo. Não pode chegar na minha porta, matar meu filho e ficar por isso mesmo.


A defesa alega que o caso será trancado por falta de fundamentos na denúncia. De acordo com um dos advogados do réu, o promotor Homero das Neves Freitas Filho fez a denúncia em meio ao que chamou de "pressão da sociedade e da mídia".

Na ocasião, o PM foi denunciado por efetuar “disparos a esmo”, já que não havia confronto onde a criança estava. A defesa nega a versão e afirma que o policial agiu em legítima defesa durante uma troca de tiros.


Relembre o caso

Eduardo de Jesus Ferreira, de 10 anos, foi morto na porta de casa atingido por um tiro de fuzil na cabeça no dia 2 de abril de 2015. O caso teve grande repercussão após um vídeo ser compartilhado nas redes sociais.


Após investigações, o diretor da DH da Capital, Rivaldo Barbosa, disse que o disparo que atingiu a criança partiu da arma de um policial militar que agiu em legítima defesa contra traficantes que teriam atirado contra um grupo de criminosos. A mãe do menino e moradores negam a versão de que havia confronto no local.

Terezinha chegou a dizer que foi ameaçada por um PM logo após a morte da criança. Em desespero, ela disse ao policial: "Vocês mataram meu filho". E, em seguida, ouviu do mesmo agente:

— 'Já que eu matei o filho, a gente também pode matar a mãe.' E apontou a arma para mim.

Segundo Terezinha, o policial falou que Eduardo estava com uma arma na mão, mas a criança manuseava um celular no momento em que foi alvejada.

— A única coisa que ele segurava era um celular, que ele gostava de jogar um joguinho.

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