Caso Eduardo: chefe da Polícia Civil diz que ficou chocado com a conclusão do inquérito
Menino foi morto com o tiro de fuzil de um PM no Complexo do Alemão em abril
Rio de Janeiro|Do R7

O chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, disse que ficou chocado com a conclusão do inquérito sobre o caso de Eduardo de Jesus Ferreira, de 10 anos. A declaração foi dada nesta quinta-feira (26) na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Autos de resistência da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).
O menino foi morto em abril, no Complexo do Alemão, na zona norte, por um tiro de fuzil de um PM. O inquérito afirma que os policiais agiram em legítima defesa e, por isso, recomenda que eles não sejam punidos. Segundo a investigação, o policial que atirou em Eduardo reagiu a ataque de traficantes, e a criança foi baleada por estar na linha de tiro.
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Nesta quarta-feira (25), a Justiça aceitou a denúncia do MP (Ministério Público) contra o PM Rafael de Freitas Monteiro Rodrigues, acusado da morte do menino. O MP contestou o inquérito apresentado pela DH (Divisão de Homicídios). Veloso disse ter ficado “chocado” com a investigação.
— Minha opinião pessoal, como cidadão, como pai, filho, fiquei chocado, chocadíssimo, mas não chamei o (delegado) Rivaldo (Barbosa) para dizer que isso traria problemas para a instituição. Confio na competência dos policiais que trabalham na DH, e acredito que eles usaram a técnica para chegar ao resultado final.
Veloso também elogiou o trabalho da DH (Divisão de Homicídios), mas disse que erros podem ocorrer.
- O trabalho da DH tem mostrado resultados muito positivos, sobretudo na Baixada Fluminense. Determinamos que em todos os supostos autos de resistência haja a reconstituição, que leva tempo e demanda recurso, mas é importante. Agora, a gente pode errar, pode.















