Rio de Janeiro Caso João Pedro: Perícia diz que não houve confronto em casa

Caso João Pedro: Perícia diz que não houve confronto em casa

Análise constatou que as marcas de tiros encontradas na residência podem ter sido forjadas em disparos feitos pelos policiais

  • Rio de Janeiro | Ana Beatriz Araújo, do R7*, com Record TV Rio

Uma perícia realizada em setembro apontou que não houve troca de tiros entre policiais e traficantes na casa onde João Pedro morreu baleado. O jovem de 14 anos foi atingido durante uma operação no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, em maio.

João Pedro foi morto durante uma operação

João Pedro foi morto durante uma operação

Reprodução

A análise constatou que as marcas de tiros encontradas dentro da residência podem ter sido forjadas em disparos feitos pelos próprios agentes. O fato também foi confirmado pelos cinco amigos de João Pedro que afirmaram que apenas policiais atiraram na ocasião.

A perícia e os depoimentos derrubam a versão de que a equipe policial perseguia criminosos quando eles pularam o muro e atacaram. A hipótese já havia sido contestada por quem estava no local.

“Não pulou bandido nenhum, não tinha ninguém ali. Simplesmente, os policiais entraram com bomba de efeito moral, jogaram no quintal e entraram fuzilando a casa.”, disse o pai de João Pedro, em entrevista à Record TV Rio.

A perícia também apontou que o tiro que matou o jovem partiu de um fuzil do mesmo calibre da arma usada por policiais. Segundo o documento, o projétil perfurou a barriga do menino, na altura do estômago, e foi encontrado na parte de trás do ombro.

Polícia Federal investiga desvio de recursos públicos do Into

Após ser baleado, ele foi levado de helicóptero pelos pelos agentes. Na ocasião, a família disse ter ficado sem notícias de João Pedro. 

Em depoimento, o piloto da aeronave não informou à polícia o motivo de ter levado o adolescente sem avisar aos familiares. Ele afirmou que a intenção era levar João Pedro para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, mas ele já estava morto. Ainda de acordo com o piloto, todo o protocolo de salvamento foi seguido com a supervisão de um médico bombeiro. 

A Delegacia de Homicídios ainda aguarda o laudo pericial da reprodução simulada para concluir o inquérito do assassinato do jovem. 

*Estagiária do R7, sob supervisão de PH Rosa

Últimas