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Caso João Pedro: testemunha diz não ter visto traficantes no local do crime

A pedido dos advogados de defesa, seis policiais federais que participaram da operação não foram ouvidos por videoconferência

Rio de Janeiro|Gabriel Pieroni*, do R7, com Joyce Carvalho, da Record TV Rio

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João Pedro tinha 14 anos
João Pedro tinha 14 anos

Duas testemunhas de acusação foram ouvidas, na tarde da última quarta-feira (16), em audiência de instrução e julgamento do processo que apura a morte de João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos. Em maio de 2020, o adolescente foi morto com um tiro de fuzil durante uma operação conjunta das polícias Civil e Federal no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio.

A audiência, que teve duração de aproximadamente três horas, foi conduzida pela juíza Juliana Grillo El-Jaick, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo. São acusados pelo crime os policiais civis Mauro José Gonçalves, Maxwell Gomes Pereira e Fernando de Brito Meister.


A primeira testemunha a depor foi uma adolescente de 17 anos, amiga da vítima. Ela e outros jovens estavam na casa do tio de João Pedro — o imóvel ficou com mais de 70 marcas de tiros de fuzil. A menina afirmou que o grupo estava no quintal e que todos correram para dentro de casa ao ouvirem os tiros. 

Ainda segundo a jovem, os policiais chegaram pelas entradas da frente e dos fundos e atiraram. João Pedro foi atingido e caiu. A adolescente disse também que viu um homem que usava touca e colete pulando o muro da casa.


Um pedreiro que trabalhava perto do local do crime também prestou depoimento. Ele confirmou ter ouvido disparos, mas disse que não viu traficantes na região.

A pedido dos advogados de defesa, seis policiais federais que participaram da operação não foram ouvidos por videoconferência. Eles vão prestar depoimento nos próximos dias no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, já que trabalham em Brasília.


O Ministério Público fez uma reconstituição e concluiu que os policiais civis são responsáveis pela morte de João Pedro. Segundo os investigadores, eles também alteraram a cena do crime para simular um confronto com traficantes e se livrarem da culpa.

*Estagiário do R7 sob supervisão de PH Rosa

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