Caso Juan: duas testemunhas prestam depoimentos no segundo dia de julgamento
Júri teve início por volta do meio-dia desta terça-feira
Rio de Janeiro|Do R7

O segundo dia do julgamento do assassinato do menino Juan Morais, de 11 anos, que aconteceu em junho de 2011, em Nova Iguaçu, na baixada, começou por volta do meio-dia desta terça-feira (10). Até às 14h duas testemunhas já haviam sido ouvidas na 4ª Vara Criminal da cidade.
A primeira a ser ouvida foi uma moradora da comunidade Danon, onde o menino foi assassinado. O titular da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, Ricardo Barbosa, também prestou depoimento. O Tribunal de Justiça não divulgou o teor dos depoimentos.
Primeiro dia de julgamento
Quatro testemunhas de acusação prestaram depoimento na segunda-feira (9), primeiro dia de julgamento do assassinato de Juan. Wesley Felipe Morais da Silva, irmão da vítima, declarou que não é capaz de reconhecer como responsáveis pelo crime os quatro policiais militares acusados.
Na ocasião, o jovem acompanhava o irmão no momento dos disparos e sobreviveu após ser atingido por balas. Outra testemunha a ser ouvida na segunda foi Wanderson dos Santos de Assis, amigo de Juan, que também foi ferido por um tiro naquele dia. Assim como Wesley, ele não reconheceu nenhum dos réus.
Prestaram depoimento ainda o pai de Wanderson e a mãe de Juan. A previsão é para que o julgamento acabe apenas na quinta-feira (12).
O júri começou às 13h de segunda-feira, com duas horas de atraso. Na chegada ao tribunal, o promotor Sérgio Ricardo Fonseca concedeu entrevista e afirmou que o álibi dos policiais é inconsistente e será derrubado.
Os PMs Isaías Souza do Carmo, Edilberto Barros do Nascimento, Ubirani Soares e Rubens da Silva respondem pelas mortes de Juan Morais, do suposto traficante Igor Souza Afonso, e pelas tentativas de homicídio de Wanderson dos Santos de Assis e de Wesley Felipe Morais da Silva.
A defesa dos policiais alega que a morte de Juan ocorreu durante uma troca de tiros entre traficantes e PMs.















