Caso Kemilly: mãe diz que não pôde se despedir da filha por perseguição
A criança foi violentada e morta na Baixada Fluminense. Um primo da vítima foi preso como o principal suspeito do crime
Rio de Janeiro|Do R7, com Record Rio

A mãe da menina de 4 anos violentada e morta em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, disse que não pôde se despedir da própria filha por causa da perseguição que está sofrendo da população.
Kemilly Hadassa foi levada de casa, no último sábado (9), quando ficou em casa apenas com os irmãos, de 7 e 8 anos. O corpo da criança foi encontrado em um valão perto da casa do suspeito.
O homem, de 22 anos, que era primo da vítima, foi preso temporariamente. Ele confessou o crime, segundo a polícia.
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Em entrevista à Record Rio, a mãe contou que foi aconselhada a não ir ao enterro da criança, na segunda (11), devido a ameaças.
Muito abalada, ela fez um desabafo: "Só Deus sabe como está doendo. Não precisa as pessoas me julgarem. A minha consciência já me julga".
Defesa diz que mãe não é investigada
A mãe de Kemilly esteve na DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense), na tarde desta terça-feira (12), para acompanhar o caso.
Os advogados dela disseram que não há investigações contra a mãe em andamento por abandono de incapaz.
O delegado Mauro César, que conduz o inquérito da morte da menina, chegou a dizer que a mãe poderia ser investigada, por ter obrigação legal nos cuidados com a filha.
No entanto, o advogado Alexandre Rangel ressaltou que, se a mãe fosse alvo de alguma apuração, a perda da filha já poderia ser considerada a maior punição para ela neste momento.
"Ela não teve a possibilidade de participar do enterro da filha. Ela está sendo perseguida. A situação do crime foi brutal. Então, sim, acredito que o perdão possa ser concedido a ela", disse.
A advogada Ingryd Souza, que representa a mãe, afirmou ainda que se trata de um caso delicado, por se tratar de uma mulher, viúva, em situação de vulnerabilidade.
"A circunstância em que ela deixou as crianças em casa e saiu é uma situação que a gente vê em muitas mulheres no Brasil. Mulheres que têm um, dois, três ou cinco filhos, como ela. A mulher vai levar uma criança para escola, pega um [filho], de 9 anos, que já assumiu uma responsabilidade indevida, para ficar com outras crianças mais novas em casa. Obviamente, um erro não justifica outro. Mas isso não justifica o fato de uma pessoa entrar numa casa e fazer o que o autor do caso, indiciado, fez."














