Caso Maria Eduarda: suspeito de participar de tiroteio é preso
Peterson é suspeito de chefiar tráfico do morro da Pedreira; ele foi encontrado em hospital na Baixada Fluminense
Rio de Janeiro|Do R7

A polícia prendeu, nesta segunda-feira (3), um homem suspeito de chefiar o tráfico de drogas no Morro da Pedreira, zona norte do Rio. A comunidade fica próxima a Escola Municipal Daniel Piza, onde uma estudante, de 13 anos, foi baleada e morta na última quinta-feira (30). Segundo a polícia, Peterson Sodré Jorge, de 25 anos, teria participado do confronto que terminou com a morte de Maria Eduarda Alves Ferreira.
Peterson foi encontrado no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense. Ele deu entrada na unidade no mesmo dia em que houve o confronto e a morte da menina. Peterson foi baleado no braço e teria dito aos médicos que foi vítima de bala perdida. Desconfiados, os profissionais acionaram a polícia.
Para a polícia, Peterson estava junto com outros dois homens, mortos por PMs próximo à escola. Um vídeo que circula nas redes sociais, mostra dois policiais atirando contra dois suspeitos feridos, caídos no chão. Os militares estão presos administrativamente.
Além de chefiar o tráfico de drogas na região, Peterson também teria envolvimento com a compra e venda de armas e roubo de cargas. A polícia reforçou a segurança no hospital e aguarda liberação médica para transferir o suspeito para o presídio de Bangu.
Investigação
A Polícia Civil deve fazer uma reconstituição da morte de Maria Eduarda. De acordo com o delegado Fábio Cardoso, isso vai ajudar a entender a dinâmica dos acontecimentos no momento em que a menina foi alvejada. Peritos estão analisando uma das balas que atingiram a estudante para tentar identificar a arma usada nos disparos. O delegado também quer saber se houve confronto no momento em que Maria Eduarda foi morta.
A família já se reuniu com a Comissão de Direitos Humanos da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio). Eles lutam para que a morte de Maria Eduarda não fique impune. Em entrevista do RJ no Ar, o tio da menina contou que a família agora aguarda o resultado do laudo da perícia.
— Vamos aguardar sair o resultado, de onde partiu a bala, como foi, aonde foi atingida… A gente também não quer culpar ninguém — disse o tio da menina.
Muros blindados
Enquanto as investigações avançam, a Prefeitura do Rio pretende blindar as escolas com uma argamassa importada que é capaz de proteger muros e teto contra tiros de fuzil. O prefeito Marcelo Crivella (PRB) informou nesta segunda-feira (3), que o material será usado nas escolas municipais localizadas em áreas consideradas de risco. Ele criticou operações da Polícia Militar próximo a escolas no horário escolar.
— Isso nos preocupa muito. Temos 20 escolas que estão paradas. Ninguém pode governar uma cidade nessas condições, sem segurança. É importante discutir isso com a sociedade, polícia, Força Nacional de Segurança, pois não podemos ter mais crianças baleadas dentro de escola.
Crivella tem reunião marcada na próxima quarta-feira (5) com representantes da área de segurança estaduais e federais.
— Convidamos a todos. A execução da segurança não é do prefeito, mas do governo do estado, porém quero conversar sobre um projeto, pois o Rio de Janeiro não pode continuar do jeito que está.
Dados da Secretaria Municipal de Educação apontam que, só nos três primeiros meses deste ano, cerca de 226 escolas suspenderam as aulas devido a tiroteios. Um prejuízo para o futuro de mais de 68 mil alunos.
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