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“Ceia da Miséria”: servidores fazem protesto em frente ao Palácio Guanabara contra atraso no pagamento

Sem pagamento antes do Natal, servidores fizeram "ceia" com pão e água na sede do Governo

Rio de Janeiro|Do R7

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Com pão e água, servidores fazem "ceia da miséria" em frente ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras
Com pão e água, servidores fazem "ceia da miséria" em frente ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras

Servidores do Estado do Rio de Janeiro fazem, desde o início da manhã desta sexta-feira (23), uma manifestação contra o atraso no pagamento. O ato, batizado de “Ceia da Miséria”, ocorre após o governo anunciar que a primeira parcela dos salários de novembro será paga apenas a partir do dia 5 de janeiro.

De acordo com o COR (Centro de Operações Rio), por volta das 12h40, a rua Pinheiro Machado estava fechada nos dois sentidos por causa da manifestação. A interdição provocou lentidão no viaduto 31 de Março, no centro, sentido Laranjeiras. O COR informou que o desvio está sendo feito pela rua das Laranjeiras, no sentido Botafogo, e pela praia de Botafogo, no sentido centro. A opção para os motoristas é seguir pelo aterro do Flamengo.


Na quinta-feira (22), a Secretaria de Fazenda divulgou um novo calendário de pagamentos para os salários de novembro. O calendário anterior, que previa pagamento da primeira parcela nesta sexta, precisou ser alterado porque as contas do Estado foram blouqeadas pelo Tesouro Nacional. De acordo com a pasta, o bloqueio ocorreu porque o Rio de Janeiro não pagou uma dívida vencida com a União.

Ainda de acordo com a secretaria, os bloqueios são determinados mesmo quando não há recursos em caixa, e o governo federal define que a receita que entrar nos cofres do Estado será bloqueada. Entre os dias 5 e 27, cerca de R$ 550 milhões terão sido bloqueados.


Segundo a Fazenda, 63% da folha de novembro foi quitada até o dia 22. O valor total da folha é de R$ 2,1 bilhões. O parcelamento dos 37% restantes se mostra “inevitável devido à falta de recursos em caixa”, diz a nota do governo.

Os duodécimos referentes às folhas de pagamento dos poderes Legislativo e Judiciário foram pagos integralmente, em cumprimento ao acordo com o STF (Supremo Tribunal Federal), assim como os salários dos servidores ativos e inativos da área de Segurança e os ativos da Educação.

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