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Comandante da PM se diz tranquilo com investigação contra ele: “Se tivesse algo, já estaríamos presos”

O coronel José Castro de Menezes alegou que não há o que esconder do Ministério Público

Rio de Janeiro|Do R7

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Menezes afirmou que não vai entregar o cargo
Menezes afirmou que não vai entregar o cargo

O comandante-geral da Polícia Militar do Rio, coronel José Luís Castro de Menezes, convocou uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira (26) para comentar sobre a investigação que o Ministério Público instaurou a fim de checar denúncias do envolvimento do Estado-Maior da corporação no escândalo das propinas, revelado na semana passada.

O coronel Menezes afirmou que não tem nada a esconder do MP e reforçou que não vai entregar o cargo, como foi noticiado por sites na noite de quinta-feira.

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— Eu estou muito tranquilo. Se tivesse alguma coisa, certamente nós já teríamos sido presos na semana passado.

Vinte e quatro policiais militares do Batalhão de Bangu (14º BPM) foram presos, incluindo o então comandante do COE, Alexandre Fontenelle, por extorquir dinheiro de motoristas e comerciantes da região de Bangu, na zona oeste do Rio. O Ministério Público quer saber se os oficiais da Polícia Militar sabiam das propinas ou se recebiam alguma quantia no esquema.

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Também participaram da coletiva o chefe administrativo do Estado-Maior, coronel Ricardo Coutinho Pacheco, e o chefe operacional do Estado-Maior, coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes, que afirmou que apoia a investigação do Ministério Público.

— Nós somos aqui plenamente favoráveis à instalação de qualquer procedimento, seja pelo Minstério Público seja pela Corregedoria Geral Unificada. Já colocamos em disponibilidade todos os nossos dados. Acho isso extremamente salutar. Não tenho nada para esconder.

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Já Pacheco disse que o Estado-Maior não teve como afastar Fontenelle do comando do COE antes de o escândalo vir à tona, já que, segundo ele, a Polícia Militar não tinha conhecimento sobre as propinas cobradas.

—Ao nosso comandante-geral não foi dado conhecimento desses dados que surgiram ao longo da investigação. Se há algum questionamento da manutenção do coronel Fontenelle na função, isso deve ser feito a aqueles que decidiram continuar a investigação sem reportar ao comando da Polícia Militar esse dado.

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