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CPI dos Ônibus: maioria dos manifestantes deixa a Câmara, mas 13 resistem; Paes diz que não vai intervir

Grupo não tem prazo para deixar a Casa e organiza protesto para segunda-feira

Rio de Janeiro|Do R7

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Câmara foi tomada na manhã de sexta-feira (9)
Câmara foi tomada na manhã de sexta-feira (9)

Um grupo de cerca de 30 manifestantes deixou a Câmara Municipal durante a madrugada deste domingo (11). De acordo com o perfil criado pelo movimento Ocupa Câmara em uma rede social, 13 pessoas permaneciam no prédio pela manhã. O ato é uma resposta à polêmica formação da CPI dos Ônibus, que elegeu, na sexta-feira (9), o deputado Chiquinho Brazão (PMDB) como presidente. O questionamento dos manifestantes é que Brazão, além de ser do mesmo partido do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes, havia se colocado contra a comissão que tem como princípio apurar a fundo as contas das empresas de ônibus do Rio de Janeiro.

No sábado (10), aproximadamente dez representantes do grupo se reuniram com o presidente da Câmara, vereador Jorge Felippe. Em um encontro de cerca de uma hora, os manifestantes apresentaram as seguintes pautas: a saída de Chiquinho Brazão da presidência da CPI, dando lugar a Eliomar Coelho (PSOL), anulação da reunião de instalação da CPI, saída dos vereadores Jorginho da SOS, Renato Moura e Professor Uóston e a participação na CPI de vereadores que votaram a favor da instalação, além de exigir a participação popular irrestrita às reuniões dos parlamentares.


Como resposta, Felippe disse que não poderia simplesmente cumprir as pautas, pois não teria esse poder. Ele se comprometeu a reunir todos os vereadores na segunda-feira (12) para rediscutir os rumos da CPI. A decisão não agradou aos manifestantes que decidiram manter a ocupação.

Em nota divulgada, o grupo Ocupa Câmara disse que “os ocupantes que permanecem creem na importância da ocupação para manifestar a rejeição das condições em que a CPI dos ônibus foi instalada. Acreditamos que a maior vitória das manifestações envolve a conquista dos espaços públicos para defender os direitos da população”.


O movimento anunciou ainda que, “na segunda e terça-feira (13), ocorrerão novas manifestações referentes à CPI dos ônibus e esperamos poder contribuir para seu sucesso, mantendo a repercussão da CPI e inspirando mais pessoas a participarem dessa luta”.

Paes não vai intervir na CPI


No sábado, o prefeito Eduardo Paes disse que irá acatar qualquer decisão que venha a ser tomada pela Câmara Municipal em relação à CPI. Paes afirmou que seu governo sempre deixou “muito à vontade os vereadores” para fazer o que quisessem.

— Vários vereadores da base assinaram a CPI e trabalharam por ela. O que compete ao governo é esperar que o trabalho seja o melhor possível e tenha resultado.


O prefeito frisou ainda que seu governo, em nenhum momento, se posicionou contra ou a favor da CPI.

— O governo respeita a Câmara de Vereadores. Então, o que a Câmara decidir é o que a gente vai acatar.

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