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Crime da Lagoa: Justiça ouve delegada e advogado; sentença pode sair nesta quarta

Três menores de idade estão apreendidos após assassinato do médico Jaime Gold

Rio de Janeiro|Do R7

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Médico foi morto após ser esfaqueado durante assalto
Médico foi morto após ser esfaqueado durante assalto

O Ministério Público do Rio de Janeiro e a defesa dos três menores de idade apreendidos após a morte do médico Jaime Gold, que morreu ao ser esfaqueado durante assalto na Lagoa, zona sul, são ouvidos sobre o crime em audiência na Vara da Infância e da Juventude, no Fórum de Olaria, zona norte do Rio, nesta quarta-feira (16).

Segundo Djefferson Amadeus, advogado do primeiro menor apreendido, a Justiça pode definir hoje a sentença. A Justiça do Rio negou nesta quarta pedido de liberdade do adolescente.


Rodrigo Mondego, advogado e integrante da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro) que participou por um dia da defesa do segundo adolescente apreendido no caso, também deve ser ouvido nesta quarta.

— Vou me colocar como testemunha da defesa do primeiro menor detido. Como acompanhei o depoimento e os abusos que ocorreram no depoimento, eu me coloquei para ajudar a elucidar o caso.


O frentista, que no primeiro depoimento disse não ter condições de reconhecer o primeiro menor e que depois fez o reconhecimento por foto, a delegada Monique Vidal, que fez declarações que levantaram dúvidas sobre a apreensão dos dois menores, e moradores da comunidade de Manguinhos, onde o primeiro menor apreendido mora, também são ouvidos na audiência.

Ao todo, 16 testemunhas foram arroladas pela defesa e acusação. O delegado titular da Delegacia de Homicídios, Rivaldo Barbosa, também acompanha a audiência.


Entenda o caso

O médico Jaime Gold, de 57 anos, foi esfaqueado quando pedalava na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio, no dia 19 de maio. Segundo testemunhas, o médico foi atacado por dois menores, que roubaram a bicicleta dele. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.


Após o crime, um adolescente de 16 anos foi apreendido e apontado pela polícia como o autor do crime. Ele negou participação no caso em depoimento à Justiça. No último dia 28, outro adolescente, de 15 anos, também foi apreendido. O segundo jovem teria admitido que participou da ação, mas atribuiu o crime ao primeiro menor apreendido.

Na ocasião, a delegada da Divisão de Homicídios Patrícia Aguiar reiterou que o autor do crime foi o primeiro menor apreendido pela Polícia Civil. De acordo com ela, o segundo menor foi responsável por jogar a arma do crime no rio Maracanã, na zona norte do Rio.

No dia 2 deste mês, um terceiro menor se entregou à polícia do Rio e assumiu participação na morte do médico. Com isso, o caso teve uma reviravolta. Até então, a delegada Patrícia considerava o crime esclarecido.

A titular da Delegacia do Leblon (14ª DP), Monique Vidal, fez declarações polêmicas que levantaram dúvidas sobre a apreensão dos dois primeiros menores suspeitos. Pelas redes sociais, a delegada disse que a testemunha citada na investigação garantiu que um dos suspeitos do crime seria branco. No entanto, os dois menores apreendidos são negros.

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