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Crise no RJ: Pezão anuncia corte de salários e de carros da cúpula do governo

Governador do Rio também disse que vai vender helicóptero avaliado em US$ 3 milhões

Rio de Janeiro|Do R7

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Governador vai reduzir em 10% o próprio salário
Governador vai reduzir em 10% o próprio salário

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, disse, nesta sexta-feira (12), que vai reduzir em 10% o próprio salário, o do vice, além do dos secretários e subsecretários, a partir de janeiro. A declaração foi dada durante uma reunião com membros do governo. O objetivo é gerar uma economia entre R$ 300 milhões e R$ 500 milhões aos cofres do Estado no próximo ano.

Outras medidas que serão tomadas são o corte de 300 veículos usados pelo alto escalão do governo e a venda de um dos quatro helicópteros da frota do Executivo. A aeronave está avaliada em US$ 3 milhões.


Pezão informou que o governo já economizou este ano. No entanto, o valor reduzido ainda não foi o necessário para conter os efeitos da crise.

– Já economizamos R$ 1,2 bilhão em custeio, este ano, mas não foi suficiente diante do agravamento da crise financeira do país. Conseguimos R$ 12 bilhões em receitas extraordinárias, mas ainda precisamos de R$ 2,5 bilhões para fechar o ano. Uma travessia muito difícil.


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O governador disse ainda que serão reduzidos os gastos com telefonia móvel e fixa, energia elétrica, serviços de transmissão de dados, diárias, passagens, combustíveis e outros contratos. Além disso, algumas fundações e autarquias serão extintas e outras incorporadas. Também ocorrerá a centralização, em um só imóvel, das secretarias que pagam aluguel com o objetivo de diminuir custos com locações e contratos de limpeza e vigilância.

Alguns dos motivos que levaram às mudanças foram a queda na arrecadação de impostos, em especial o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), a redução da receita de royalties do petróleo e a desvalorização do preço do barril.


Além disso, Pezão disse que a inadimplência das empresas está crescendo e isso tem afetado a economia do Estado. Além disso, informou que vai cobrar os valores atrasados que, segundo ele, correspondem a R$ 7 bilhões. 

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