Rio de Janeiro "Dei cabo dela", disse homem em mensagem a funcionário após matar esposa

"Dei cabo dela", disse homem em mensagem a funcionário após matar esposa

Samy Hammad afirmou que "iria sumir" antes de ser preso pelo assassinato de Ayend Hammad, em Vila Isabel, zona norte do Rio

  • Rio de Janeiro | Victor Tozo, do R7*, com Fernanda Macedo, da Record TV Rio

Ayend Hammad deixou dois filhos

Ayend Hammad deixou dois filhos

Reprodução/Record TV Rio

Mensagens obtidas pela Record TV Rio revelam que Samy Hammad, preso no último sábado (30), confessou a um funcionário que havia assassinado a esposa, Ayend Hammad, em Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro.

De acordo com o delegado Alexandre Herdy, da DHC (Delegacia de Homicídios da Capital), o crime ocorreu por volta das 2h da madrugada de sexta (29). Às 10h, Samy é questionado pelo funcionário se está em casa e diz que saiu.

Às 16h, Samy envia a seguinte mensagem ao funcionário, na qual admite ter matado Ayend e diz que iria "sumir":

"Bem, seguinte, eu dei cabo dela ontem, coloquei as crianças na escola e vou sumir da vida. Preciso de um último favor, pegue eles por mim. Ela ainda está no apartamento, dentro do quarto. Se precisarem entrar na casa, a chave está na porta. Fico triste que as coisas tenham acabado assim… Sentirei falta dos meninos, estarei olhando por eles de onde estiver. Obrigado por tudo. Após ler essa mensagem, ninguém vai conseguir entrar em contato comigo".

Samy confessou crime em mensagem

Samy confessou crime em mensagem

Reprodução/Record TV Rio

Herdy afirmou que as investigações começaram depois que as mensagens chegaram à polícia. Samy Hammad foi encontrado e preso em um hotel de Petrópolis, na região serrana, no sábado.

O laudo do IML (Instituto Médico-Legal), divulgado nesta segunda (2), revelou que Ayend foi morta por esganadura.

Segundo o delegado, Samy disse, em depoimento, que assassinou a esposa porque o casal atravessava uma crise e que, apesar de viverem na mesma casa, a mulher estaria "agindo como solteira" e dando pouca atenção aos dois filhos.

O criminoso era diretor da área administrativa do Hospital Municipal Jesus, em Vila Isabel, e teve sua exoneração publicada na edição de hoje do Diário Oficial do Município.

Ayend tinha 30 anos e cursava pedagogia na Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro). Desde 2020, ajudava mulheres no combate à violência doméstica. Ela foi sepultada neste domingo (1º).

Em nota, a Unirio lamentou a morte da estudante:

"Sua alegria e participação intensa, declarada por docentes e colegas de curso, nos trazem a certeza de que sua passagem por nós deixará a reflexão de que ainda há muito a ser ensinado e compreendido sobre respeito, empatia e humanidade. Em nome de toda a comunidade universitária, nossos sinceros sentimentos aos familiares, amigos e colegas de jornada".

*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa

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