Família de menino desaparecido no Rio pede inclusão do caso na Difusão Amarela da Interpol após resgate de crianças nos EUA
Aos 6 anos, Edson Davi sumiu enquanto brincava na praia da Barra da Tijuca, em janeiro de 2024
Rio de Janeiro|Do R7
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A família do menino Edson Davi pediu à Polícia Federal, nesta quarta-feira (9), a inclusão do caso do desaparecimento da criança na Difusão Amarela da Interpol (mecanismo internacional para localizar pessoas desaparecidas). Davi sumiu sem deixar pistas no Rio de Janeiro há mais de dois anos.
Pelas redes sociais, Marize Araújo informou que esteve na sede da PF, nesta tarde, para entregar os documentos referentes ao filho.
Inicialmente, a mãe havia informado que as autoridades haviam entrado em contato com um representante da família que acompanha a investigação.
No entanto, o advogado Cristiano Medina explicou que foi a defesa da família quem solicitou a providência após a notícia sobre a localização e o resgate de 163 crianças na Flórida, nos Estados Unidos.
“Passados mais de dois anos do desaparecimento de Edson, precisamos ampliar as buscas para além das fronteiras brasileiras. A família mantém a esperança de que ele possa estar entre essas crianças localizadas ou de que a cooperação internacional possa finalmente produzir novas informações sobre seu paradeiro. Não podemos permitir que o tempo faça o caso cair no esquecimento”, disse o advogado em nota enviada à imprensa.
A PF fará o encaminhamento do pedido formal para inclusão do caso Edson Davi na Difusão Amarela, mas explicou que cabe à própria Interpol decidir sobre o compartilhamento do alerta com os países-membros da organização.
Segundo a PF, em relação à operação Statewide Shield, as autoridades norte-americanas afirmam que “nenhuma criança brasileira está entre as 163 localizadas nos Estados Unidos recentemente”.
Edson Davi desapareceu, aos 6 anos, enquanto brincava na areia da praia da Barra da Tijuca, em janeiro de 2024. Desde então, a família luta para encontrá-lo.
As investigações da Polícia Civil concluíram que a criança teria se afogado no mar. Porém, a mãe sempre contestou essa versão e levantou suspeitas para um crime de sequestro.
Irmãos desaparecidos em Bacabal
A família de Ágatha Isabelle, de seis anos, e Alan Michael, de quatro, foi a primeira a receber o contato da Interpol sobre a possibilidade de as crianças estarem entre as 163 resgatadas nos Estados Unidos.
Informações iniciais indicam que o grupo seria composto por meninos e meninas, com idades entre dois meses e 17 anos, de 12 nacionalidades diferentes, incluindo brasileiros.
Os dois irmãos sumiram em Bacabal, no Maranhão, em janeiro deste ano.
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