"Em março, vacinação estará a pleno vapor", diz governador do RJ
Em entrevista à Record TV Rio, Cláudio Castro também falou questões relacionadas a segurança pública e economia no Estado
Rio de Janeiro|Mariene Lino, do R7*, com Record TV Rio
Em entrevista à Record TV Rio nesta segunda-feira (22), o governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, afirmou que, em meados de março, a vacinação contra a covid-19 no Estado estará "a pleno vapor". Ele ressaltou a distribuição do lote com 173.500 doses da vacina para 88 municípios do Estado para a aplicação de segunda dose do imunizante.

O governador informou que a taxa de ocupação de leitos de enfermaria é de 45% e a de CTI (Centro de Terapia Intensiva) está entre 57 e 58% no Estado.
"A gente crê que em meados de março essa vacinação já esteja a pleno vapor. Na questão dos hospitais, eu falei o tempo todo que nós tínhamos que abrir leito. Por exemplo, hoje na hora do pico da manhã, eu tinha duas pessoas na fila do CTI e quatro na fila da enfermaria. Nós temos uma taxa de ocupação de enfermaria em torno de 45%, e de CTI, em torno de 57, 58%", disse Cláudio Castro.
O governador disse ainda que se reunirá na próxima terça-feira (23) com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em Brasília para entender como está a chegada das vacinas. Ele também reforçou a produção de vacinas pela Fiocruz (Fundçaão Oswaldo Cruz), que vai fabricar a vacina de Oxford/AstraZeneca.
"Amanhã estarei em Brasília em uma reunião com o ministro Pazuello para entender como está essa chegada das vacinas. A Fiocruz já está produzindo", afirmou o governador.
Cláudio Castro ressaltou também a atuação do Estado no combate a eventos com aglomerações em parceria com parceria com as prefeituras, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar. A intenção das ações, segundo o governador, é controlar a circulação de novas cepas do vírus e não haver fechamento da economia.
"Não acredito que é fechando a economia que vamos resolver o problema. Acho que a economia tem que estar funcionando, mas a gente precisa também que a população se conscientize. Eu tenho conversado muito com shopping centers e lojas para que eles mantenham o rigor necessário, e não é à toa que nossos números estão baixos hoje", disse Castro.
Castro reiterou que a maioria da população está respeitando as medidas de prevenção contra a covid-19 e que esta parcela deve cobrar daqueles que não cumprem as regras.
"Há uma maioria respeitando e a gente pede que a população realmente cobre daqueles que não estão cumprindo, por exemplo. Hoje nós temos quase todo o Estado em bandeira amarela. Temos apenas duas regiões em bandeira laranja, nenhuma está nas bandeiras vermelha ou roxa", ressaltou Cláudio Castro.
Segurança pública
O governador Cláudio Castro também falou que, embora os percentuais relacionados à violência apresentem queda após a intervenção federal no Estado, o número absoluto ainda é alto. Por isso, segundo ele, é necessário reduzir cada vez mais os índices para que a situação de segurança melhore.
"É notório, e os números mostram, que a segurança pública tem melhorado da intervenção para cá. Porém, essa redução sensível não é tão sentida pela população, pois, ainda que se reduza, o número absoluto disso ainda é alto. Então, ainda precisamos de muitas reduções consideráveis como esta para que a população volte a se sentir segura", afirmou Castro.
Além disso, o governador declarou que pretende expandir a política de segurança em bairros e comunidades fora de locais turísticos.
"A gente precisa ter uma política de segurança ainda robusta nos bairros e nas comunidades. É isso que a gente está enfrentando hoje. Estamos em busca não somente no cinturão turístico, que também é importantíssimo porque traz emprego, desenvolvimento e imagem boa do Rio", disse o governador.
Castro declarou também que "a responsabilidade da segurança pública é de todos" e que "não é um trabalho que se resolve de imediato".
Economia
Questionado sobre a tarifa uniforme sobre o projeto do Governo Federal sobre mudanças na cobrança do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de combustíveis, Cláudio Castro afirmou que a medida fará o imposto reduzir no Estado do Rio e a economia apresentará melhora.
"Se o ICMS do petróleo, da gasolina e da energia respeitar a lógica do Brasil inteiro, a gente diminui sensivelmente aqui. Irei amanhã para Brasília para que possamos fazer este debate. O que a gente mais quer aqui hoje é gerar emprego, geração de renda e riqueza e trabalho. Só que, infelizmente, o Rio é mensalmente prejudicado por esse tributo dos derivados do combustível ser no destino e não na origem", declarou Castro.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Odair Braz Jr.















