Em novo adiamento, julgamento de Flordelis é remarcado para 12 dezembro
Decisão ocorre às vésperas de audiência marcada para dia 6 de junho; Defesa alegou falta de tempo hábil para analisar laudos
Rio de Janeiro|Bruna Oliveira, do R7, com Fernanda Macedo, da Record TV Rio

Em um novo adiamento, a Justiça do Rio remarcou, nesta sexta-feira (3), o julgamento da ex-deputada federal Flordelis para 12 de dezembro deste ano. Ela é acusada de ser a mandante do assassinato do ex-marido, o pastor Anderson do Carmo, em 2019.
Às vésperas da audiência, marcada para o dia 6 de junho, a juíza Nearis dos Santos, da 3ª Vara Criminal de Niterói, aceitou o pedido dos advogados de Flordelis, da filha Marzy Teixeira e da neta Rayane dos Santos que alegaram falta de tempo hábil para analisar laudos considerados "imprescindíveis" para a defesa das rés.
Esta não é a primeira vez que a Justiça altera a data da sessão. Em abril, o júri popular da ex-deputada federal Flordelis passou de 9 de maio para 6 de junho.
Inicialmente, estava mantido para segunda (6) o julgamento de dois filhos da ex-parlamentar por envolvimento na morte do pastor. No entanto, a juíza decidiu adiar a audiência dos cinco réus após pedidos das defesas de Simone dos Santos Rodrigues e André Luiz de Oliveira.
Simone e André respondem por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio e associação criminosa armada, de acordo com informações do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio).
Condenações
Ao menos sete pessoas já foram julgadas por participação na morte do pastor Anderson do Carmo. O crime aconteceu no dia 16 de junho de 2019, em frente à casa da família em Pendotiba, em Niterói, na região metropolitana do Rio.
Flávio dos Santos Rodrigues, filho biológico da ex-deputada federal Flordelis, foi condenado a mais de 33 anos de prisão por ter feito os disparos contra a vítima. Já o filho afetivo Lucas Cezar dos Santos de Souza, acusado de comprar a arma usada no crime, recebeu pena de 9 anos.
Outro filho biológico de Flordelis, Adriano dos Santos Rodrigues, foi condenado a quatro anos, seis meses e 20 dias de reclusão em regime inicialmente semiaberto por uso de documento ideologicamente falso e associação criminosa armada.
Já o filho afetivo Carlos Ubiraci Francisco da Silva ganhou liberdade condicional em abril deste ano, após ter sido condenado pelo crime de associação criminosa armada.
Além disso, o ex-PM Marcos Siqueira Costa e a esposa dele, Andrea Santos Maia também foram condenados no processo.















