Em uma semana, 12 pessoas morreram em confrontos em favelas com UPP no centro do Rio
Após morte de dois homens no São Carlos, manifestantes atearam fogo em ônibus no Estácio
Rio de Janeiro|Do R7, com Rede Record

Com a morte de mais dois homens na manhã desta sexta-feira (15) no Morro do São Carlos, no Estácio, região central do Rio chegou a 12 o número de pessoas mortas durante confrontos em comunidades pacificadas no centro. Na região ficam localizadas as comunidades Fallet/Fogueteiro, São Carlos e Coroa. Essas favelas cercam os bairros do Estácio, Rio Cumprido e Santa Teresa.
Desde a última sexta-feira (8), quando traficantes do Fallet/Fogueteiro tentaram invadir o Morro da Coroa, os confrontos têm se intensificado na região. O policiamento foi reforçado por agentes do Bope (Batalhão de Operações Especiais) e do Batalhão de Choque.
Na manhã de hoje, os corpos de Rodrigo Marques Lourenço, de 29 anos, e Ramon de Moura, de 22 anos, foram encontrados no alto do morro. Segundo moradores, eles eram mototaxistas e não tinham envolvimento com o tráfico. A morte deles gerou protesto e manifestantes incendiaram dois ônibus no início da manhã.
Devido ao clima de tensão, a Secretaria Municipal de Educação informou que 863 alunos ficaram sem aula na região pela manhã. De acordo com a pasta, duas creches e dois EDIs (Espaços de Desenvolvimento Infantil) ficaram fechados.
Outros dois homens morreram na quinta-feira (15). De acordo com a CPP (Coordenadoria de Polícia Pacificadora), um adolescente foi baleado após troca de tiros entre PMs e traficantes na comunidade do Querosene, no Complexo de São Carlos, e levado para o Hospital Souza Aguiar, mas não resistiu aos ferimentos. Na comunidade da Mineira, outro homem foi baleado e levado para a mesma unidade, onde acabou morrendo. Nas duas ações, armas e drogas foram apreendidas.
No Morro da Coroa, após a tentativa de invasão, oito pessoas morreram e cinco ficaram baleadas. A suspeita é de que a ação tenha sido comandada pelo traficante Fú da Mineira, que atua em uma facção rival à da Coroa. O Disque-Denúncia aumentou para R$ 10 mil o valor da recompensa para quem tiver informações que levem à prisão dele.
A Divisão de Homicídios investiga todas as mortes.















