Escola que ensina balé no Rio pode fechar por falta de patrocínio
Com a perda do patrocínio da Petrobras, a escola enfrenta dificuldades para se manter
Rio de Janeiro|Agência Brasil

Após 25 anos de dedicação à inclusão social de crianças carentes do Rio de Janeiro por meio do balé, o projeto Dançando para Não Dançar corre o risco de fechar as portas a qualquer momento. Com a perda do patrocínio da Petrobras Distribuidora, encerrado em maio, depois de 19 anos de apoio, a iniciativa, que já atendeu mais de 1,5 mil crianças, atualmente enfrenta dificuldades para manter as aulas para 180 alunos.
Das 20 unidades, sobraram a sede, no centro do Rio, e poucos espaços em algumas comunidades. Dos quase 30 funcionários, ficaram menos de dez. Por falta de profissionais, as parcerias com creches e escolas localizadas em comunidades pobres do estado foram suspensas.
O patrocínio de R$ 30 por criança cobria as aulas e ainda equipe disciplinar, desde dentista, psicólogo, fonoaudiólogo, nutricionista ao pessoal administrativo, além das apresentações de fim de ano.
Idealizadora e coordenadora do projeto, a bailarina Thereza Aguilar iniciou uma campanha online para, pelo menos, conseguir pagar as contas e os salários dos professores, cerca de R$ 10 mil por mês.
— A arte é um grande mecanismo de transformação social, é através dela, da educação, que conseguimos mudar algo. Quero que essas crianças tenham mais informações para termos um Brasil melhor. Não vou me acomodar e não vou baixar a cabeça, nem que eu tenha que recomeçar do início, dando aula sozinha como fazia antes — afirmou Thereza.
História iniciada em 1994
Desde 1994, bailarinos de diferentes favelas cariocas já passaram pelo projeto, pelo menos 20 mil crianças e adolescentes descobriram o balé como forma de expressão e superação. Tereza perdeu a conta dos vários talentos que hoje fazem parte de grandes companhias de dança internacionais.
A bailarina Ingrid Silva começou na escola aos 8 anos, no Morro da Mangueira, zona norte da cidade, onde morava. Agora, em Nova York (EUA), integra a companhia de balé do Harlem. Em sua página no Facebook,ela faz um apelo para que pessoas façam doações ao projeto.
— É um trabalho de formiguinha, mas ele transformou muita coisa, pois o sofrimento social neste país é muito grande. Do que eu vejo aqui, meu trabalho é pequeno, mas tem tido grandes resultados — completou a fundadora do programa.
As informações para doações podem ser acessadas no site da escola ou pela página no Facebook do projeto.
Assista 24 horas à programação da Record TV no celular, computador ou tablet















