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Estádio onde Flu jogou pode estar envolvido em esquema de propinas para emissão de alvarás

Edson Passos, no qual o Tricolor disputou jogos em 2016, está sob suspeita

Rio de Janeiro|Do R7

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A polícia investiga um susposto envolvimento do estádio Edson Passos, em Mesquita, na Baixada Fluminense, no esquema de propinas para emissão de alvarás que funcionava dentro do Corpo de Bombeiros. O caso foi descoberto durante as investigações que resultaram na Operação Ingenium (engenharia, em latim), deflagrada nesta terça-feira (12). De acordo com a polícia, há indícios de que o estádio que pertence ao América Football Club tenha obtido de forma irregular laudos para liberação das partidas disputadas pelo Fluminense em 2016. As assessorias de imprensa do Fluminense e do América ainda não se pronunciaram sobre o caso. 

Durante a operação, 34 pessoas (31 bombeiros e 3 empresários) foram presas em diferentes regiões do Rio de Janeiro. A investigação apura a participação de membros do Corpo de Bombeiros em um esquema de venda ilegal de documentos para funcionamento de estabelecimentos comerciais.


Com base em escutas telefônicas, os investigadores descobriram que o esquema de corrupção ocorria no setor de engenharia de diversos grupamentos militares, principalmente no 4º GBM (Nova Iguaçu), no 14º GBM (Duque de Caxias) e no GOPP (Grupamento de Operações com Produtos Perigosos).

O esquema 


Segundo as investigações, dois assessores especiais do Comandante Geral do Corpo de Bombeiros indicavam os comandantes destas unidades. Estes contavam com a participação dos bombeiros lotados no setor da engenharia, além de bombeiros militares da reserva e civis, que intermediavam os pagamentos das propinas pagas por empresários para obtenção do documento que permitia o funcionamento do empreendimento.

Os acusados se aproveitavam da condição de bombeiro militar para fiscalizar os estabelecimentos no intuito de notificar os responsáveis e, desta forma, provocar um acordo para negociar valores ilícitos. Em seguida, os acusados emitiam um laudo de exigências contendo todos os requisitos de segurança contra incêndio e pânico, porém, mesmo sem o cumprimento destas normas, após o pagamento de propina, os criminosos expediam o documento que atestava o cumprimento de todas as exigências.


As investigações comprovaram ainda que locais de diversões que reuniram grande público, inclusive um estádio de futebol, receberam as documentações sem cumprimento das exigências de segurança para proteção da vida das pessoas e do patrimônio, caso houvesse incêndio.

A operação conta com apoio da SSINTE (Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança), da Draco-IE (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais) e da Polícia Civil.

Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que acompanha a operação do Ministério Público e está colaborando com as investigações.

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