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Estouro de adutora: empresa pode ser indiciada por homicídio culposo e crime ambiental

Vazamento em Campo Grande causou a morte de menina de 3 anos e deixou 72 desabrigados

Rio de Janeiro|Do R7

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Os responsáveis pela empresa foram chamados a prestar depoimento nesta quarta, mas não compareceram à delegacia
Os responsáveis pela empresa foram chamados a prestar depoimento nesta quarta, mas não compareceram à delegacia

A empresa de bebidas, Guaracamp, pode ser indiciada por crime ambiental e homicídio culposo - sem intenção de matar-, após rompimento da adutora Henrique Novaes, em Campo Grande, na zona oeste, na terça-feira (30), que causou a morte de uma menina de três anos. As informações são da Polícia Civil.

De acordo com a delegada Tatiene Damaris, da Delegacia de Campo Grande (35ª DP), a empresa deve ser responsabilizada pelo ocorrido já que tinha ciência de que havia adutoras no local. Segundo Damaris, apesar da informação, eles depositaram entulho na área.


Além disso, a delegada destacou que ao analisar a planta da empresa, verificou que o engenheiro responsável sinalizou onde havia adutoras no local. Os responsáveis foram convocados a prestar depoimento nesta quarta-feira (31), mas não compareceram.

Caso os donos da empresa não prestem depoimento na quinta-feira (1º), eles serão indiciados por crime ambiental e homicídio culposo.


Segundo a polícia, os peritos de engenharia do ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli) foram ao local nesta quarta-feira (31) e retornarão na quinta-feira (1º) para concluir a perícia nas obras.

Na ocasião, a menina Isabela Severo, de 3 anos, foi resgatada após o rompimento da adutora, mas morreu depois de dar entrada no Hospital Rocha Faria. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a criança chegou à unidade com parada cardiorrespiratória, passou por manobras de ressuscitação, mas não resistiu, morrendo às 8h25. Ela teria ingerido grande quantidade de água.


Cerca de 200 casas foram abaladas pela força da água que jorrou após o rompimento da adutora. A informação foi confirmada pelo tenente-coronel Marcelo Laviola, responsável pela ação do Corpo de Bombeiros na região.

Ainda segundo Laviola, 16 pessoas ficaram feridas, sendo que nove delas foram atendidas e liberadas no local.

Agentes de Defesa Civil deslocados a Campo Grande disseram que, até as 13h de terça-feira, havia sido verificado que 17 — das 200 casas — desabaram. Ainda segundo os agentes, ao menos 70 pessoas estavam desalojadas e 72 desabrigadas. 

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