Ex de traficante, ‘xerifa da Rocinha’ e influenciadora: quem é a mulher presa após dar à luz?
Danúbia Rangel foi detida pela polícia em uma maternidade por ser alvo de um mandado de prisão condenatória
Rio de Janeiro|Do R7

Influenciadora com mais de 100 mil seguidores nas redes sociais e ex-esposa do traficante Nem, Danúbia de Souza Rangel, de 41 anos, que já foi apontada como “xerifa” da Rocinha, acabou presa no último sábado (5) após dar à luz em uma maternidade particular na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.
Após agentes da 72ª DP (São Gonçalo) cumprirem um mandado de prisão condenatório em aberto contra Danúbia, a Justiça manteve a decisão durante uma audiência de custódia, na tarde desta segunda-feira (7).
De acordo com a Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária), a acusada já deu entrada no sistema prisional fluminense e ficará reclusa na UMI (Unidade Materno Infantil), em Bangu, na zona oeste da cidade.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Danúbia alegou inocência no processo em que é acusada de lavagem de dinheiro e pediu para não ser levada para a cadeia com a recém-nascida. Ela contou que a filha nasceu com uma síndrome — de Down, segundo a defesa — e vai precisar fazer exames.
Advogado de Danúbia, Marco Aurélio afirmou ao R7 que vai solicitar a prisão domiciliar da cliente na Vara de Execuções Penais nesta terça-feira (8).
Vida no crime
A influenciadora foi casada por mais de dez anos com o traficante Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, apontado como o chefe do tráfico de drogas na favela. Os dois têm uma filha de 15 anos.
Danúbia também teve uma filha com o traficante Luiz Fernando da Silva, executado pela Polícia Militar no Complexo da Maré, zona norte carioca. A menina faleceu em 2012, aos 14 anos, vítima de pneumonia.
A mulher foi presa pela primeira vez em 2014 sob a acusação de associação para o tráfico, mas acabou solta em 2016 ao ser absolvida por falta de provas. Ela deixou o Complexo Penitenciário de Gericinó em março daquele ano.
Seis dias após ser solta, ela foi condenada a 28 anos de prisão em outro processo pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção ativa, e passou a ser considerada foragida da Justiça.
Segundo à sentença, ela pagava propina a policiais para que fornecessem informações sobre a movimentação de agentes na comunidade, e passou a ocupar posição de liderança na quadrilha.
À época, as investigações apontavam que Danúbia atuava no repasse de informações entre a quadrilha e Nem da Rocinha. Ele está preso desde 2011.
Danúbia foi presa novamente em 2017, enquanto saía da casa de uma amiga no morro do Dendê, na Ilha do Governador, zona norte do Rio. Ela ganhou a liberdade em janeiro de 2024.
Em entrevista à RECORD, cerca de um mês depois, Danúbia negou envolvimento com o crime e disse estar “recomeçando tudo do zero”.
“Nunca tive envolvimento com tráfico, nunca mexi com entorpecente, nunca peguei numa arma, nunca trouxe recado do presídio federal para a Rocinha”, disse.
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