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Favelas com UPP ganharão delegacias, diz Beltrame

Comunidades contempladas serão Rocinha, Manguinhos, Alemão e Maré

Rio de Janeiro|Do R7

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O secretário declarou que a ação vai consolidar a polícia nas regiões, em entrevista ao jornal O Globo
O secretário declarou que a ação vai consolidar a polícia nas regiões, em entrevista ao jornal O Globo

Comunidades do Rio de Janeiro que já possuem UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) vão receber quatro delegacias de polícia, segundo o secretário de Segurança Pública do Estado, José Mariano Beltrame. Dentre as favelas contempladas estão: Rocinha, Manguinhos, Complexo do Alemão e da Maré.

As informações foram dadas em entrevista de Beltrame ao jornal O Globo, no último domingo (15). O secretário declarou que a ação vai consolidar a polícia nas regiões, mas que ainda não há data certa para a instalação das delegacias nos locais.


Além das novas sedes da Polícia Civil, a corporação pretende contratar 150 delegados e 1.200 inspetores, por meio de concurso público. Apesar de ser um projeto que já vem sendo pensado há meses, a implantação das delegacias ser dará após o desaparecimento do morador da Rocinha Amarildo Dias.

O pedreiro não é mais visto desde o dia 14 de julho, após ser levado por policiais militares para averiguação na UPP da comunidade. A ação foi realizada durante operação policial para prender envolvidos com tráfico de drogas e armas na Rocinha.


As investigações para descobrir onde está o Amarildo continuam. No último final de semana, o ex-comandante da UPP da Rocinha, o major Edson Santos, negou ter coagido duas testemunhas a denunciarem traficantes da favela pelo assassinato de Amarildo. O major disse estranhar que a moradora que acusou o traficante Catatau do sumiço de Amarildo tenha mudado sua versão, depois de denunciar à polícia o desaparecimento do filho mais velho.

— Nunca houve nenhuma oferta à testemunha, nego todas essas acusações. Acho muito estranho que ela mude a versão um dia depois que registrou o sumiço do filho mais velho. Estou aguentando tudo isso, não sei o que está acontecendo. Não coagi ninguém.

Em julho passado, a mulher afirmou em depoimento ao Ministério Público que Catatau a expulsou da Rocinha e ameaçava matar seu filho mais novo, como havia feito com Amarildo.

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