Forças armadas fazem ação contra crimes em vias expressas do Rio
Mais de três mil homens das Forças Armadas e da PRF reforçam o policiamento; Ação busca reduzir tráfico de armas, drogas e roubo de cargas
Rio de Janeiro|Jaqueline Suarez, do R7

Começou nesta quinta-feira (25) uma série de operações conjuntas das Forças Armadas e da Polícia Rodoviária Federal para combater o tráfico de armas e drogas no Rio. Há pontos de bloqueio e fiscalização nos acessos às rodovias federais que cortam o estado, incluindo trechos da avenida Brasil e do Arco Metropolitano. A ação também visa reduzir o índice de roubo de cargas nas vias expressas.
A operação é coordenada pelo CML (Comando Militar do Leste), em parceria com a Seseg (Secretaria de Estado de Segurança), e faz parte do Plano Nacional de Segurança Pública, do Governo Federal. Cerca de três mil militares das Forças Armadas, além de veículos blindados e aeronaves, reforçam o policiamento. O quantitativo de policiais rodoviários não foi informado.
De acordo com o CLM, essas ações “serão pontuais, inopinadas [sem aviso prévio] e de curta duração”. O espaço aéreo também poderá sofrer restrições temporárias em virtude da atuação das Forças Armadas.
Roubo de cargas
As vias expressas concentram a maior parte dos roubos de cargas praticados no estado. Ano passado, foram registrados 29 casos por dia, gerando um prejuízo superior a R$ 607 milhões, segundo um estudo da Firjan (Federação da Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). Ao todo, foram 10.599 ocorrências, número 7,3% maior do que o registrado em 2016.

Os pontos mais críticos, segundo a pesquisa, são as áreas do entorno das rodovias fluminenses, como a Washington Luiz (BR-40), avenida Brasil (BR-101), Niterói-Manilha (BR-101), Presidente Dutra (BR-116) e Arco Metropolitano (BR-493).
A preferência dos criminosos pelas vias expressas, segundo a Firjan, deve-se a facilidade de fuga e ao controle que esses grupos exercem sobre trechos das rodovias. Para a Secretaria de Segurança Pública do Rio, o roubo de cargas passou a financiar o crime organizado e o tráfico de drogas e armas. Para a pasta, o aumento na criminalidade está diretamente relacionado ao lucro obtido com este tipo de crime.
*Sob supervisão de PH Rosa















