Logo R7.com
RecordPlus

Governo libera repasse de R$ 45 milhões para conter crise na Saúde do RJ

Crise financeira no Estado levou a fechamento de hospitais na semana passada

Rio de Janeiro|com R7

  • Google News
Patrícia Coelho, de 43 anos, técnica de enfermagem do Hospital Mario Kroeff, protestou na semana passada na porta do Hospital Getúlio Vargas, na Penha, na zona norte do Rio. As portas da unidade foram fechadas com tapumes de madeira na tarde do dia 22. Os pacientes que procuraram a unidade no dia 23 encontram cartazes afirmando que a unidade de saúde só atenderia pessoas com risco de morte
Patrícia Coelho, de 43 anos, técnica de enfermagem do Hospital Mario Kroeff, protestou na semana passada na porta do Hospital Getúlio Vargas, na Penha, na zona norte do Rio. As portas da unidade foram fechadas com tapumes de madeira na tarde do dia 22. Os pacientes que procuraram a unidade no dia 23 encontram cartazes afirmando que a unidade de saúde só atenderia pessoas com risco de morte

Diante do caos na área da saúde do Rio de Janeiro, o Ministério da Saúde autorizou, nesta quinta-feira (31), um repasse de R$ 45 milhões para o Estado. Os recursos serão destinados para tentar normalizar os atendimentos nos hospitais estaduais e regularizar pagamento dos funcionários e compras de insumos até o primeiro trimestre de 2016. Uma das principais preocupações é conter o avanço das doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti.

Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff anunciou a criação de um gabinete de crise para auxiliar na resolução do problema e determinou a liberação de R$ 155 milhões para o Estado até o dia 10 de janeiro.


O setor vive um verdadeiro colapso no Estado, com salários de servidores atrasados, falta de insumos e emergências e Unidades de Pronto Atendimentos fechadas. Em meio à crise, o secretário de Saúde, Felipe Peixoto, anunciou que vai deixar a pasta em 31 de dezembro. Em seu lugar, assumirá Luiz Antônio Teixeira Júnior.

Na terça-feira (29), a Justiça intimou o governo a comprovar o repasse de R$ 660 milhões ao Fundo Estadual de Saúde. O pagamento foi determinado no dia 23, quando outra decisão judicial obrigou o Estado a aplicar o mínimo de 12% do Orçamento na área de Saúde. De acordo com o Departamento Jurídico do SinMed/RJ (Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro), apenas 9% do Orçamento estavam sendo injetados no setor.


MP do Rio de Janeiro recomenda plano para conter crise

Sindicatos: Não há tranquilidade na saúde no Rio de Janeiro


A liminar supostamente descumprida pelo governo foi concedida após pedido do gabinete de crise, formado pelo SinMed, Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal e as Defensorias Públicas da União e do Estado. 

Emergência


O sistema de saúde do Rio entrou oficialmente em estado de emergência na última quarta-feira (23). A medida foi assinada pelo governador Luiz Fernando Pezão após reunião com o secretário de atenção à saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame. O estado de emergência desburocratiza e agiliza o repasse de recursos federais ao Estado.

Pezão contabilizou que receberia R$ 297 milhões, entre verbas do governo federal e um empréstimo de R$ 100 milhões oferecido pela prefeitura do Rio. Na ocasião, ele havia avaliado que, dentro de uma semana, o atendimento no sistema hospitalar do Estado estaria normalizado. 

Experimente: todos os programas da Record na íntegra no R7 Play

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.