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Governo oferece assistência e indenização à família de mulher arrastada por viatura na zona norte

Decisão foi anunciada durante encontro dos parentes da vítima com o governador

Rio de Janeiro|Do R7

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A família da auxiliar de serviço gerais Cláudia Ferreira, arrastada por uma viatura da Polícia Militar no último domingo (16), se reuniu com o governador Sergio Cabral no Palácio da Guanabara, em Laranjeiras, zona sul do Rio, na manhã desta quarta-feira (19). O encontro, que aconteceu por volta das 9h30, foi a portas fechadas. Cabral pediu desculpas aos familiares da vítima e disse que vai oferece apoio psicológico, além de uma indenização. O valor será decidido pela Justiça.

De lá, os parentes seguiram para a sede da Polícia Civil, no centro do Rio, onde foram recebidos pelo chefe da PC, Fernando Veloso. O objetivo do encontro é agilizar as investigações do caso.


Já presos, os três policiais envolvidos no crime vão prestar depoimento na Delegacia de Madureira (29ª DP), zona norte do Rio, ainda nesta quarta. Por volta das 12h, os suspeitos haviam deixado o Complexo de Gericinó, em Bangu, zona oeste, onde estão detidos, em direção a 29ª DP.

Atingida por dois tiros durante operação policial no morro da Congonha, Claudia foi colocada no porta-malas de um carro da PM para ser levada ao hospital. No meio do caminho, a tampa do compartimento abriu, ela ficou pendurada por um pedaço de roupa no para-choque do carro e foi arrastada por pelo menos 250 metros.


Cerca de 200 pessoas, entre parentes, vizinhos do Morro da Congonha e colegas da empresa onde ela trabalhava, acompanharam o cortejo fúnebre. Muito emocionado, o marido de Claudia, o vigia Alexandre Fernandes da Silva, de 41 anos, disse que a mulher "foi tratada como bicho".

— Nem o pior traficante do mundo deveria ser tratado assim. Claudia havia acabado de sair de casa, por volta das 8h, para comprar pão, quando um grupo de quatro ou cinco policiais entrou na comunidade. Não teve troca de tiros com traficantes, só os PMs atiraram. Se ela tivesse ficado em meio ao fogo cruzado, teria sido atingida pelos dois lados, e não foi isso que aconteceu. Ela era guerreira, determinada, batalhadora, objetiva. Era pau para toda obra. Até a assentar tijolo ela aprendeu para me ajudar com a construção da nossa casa. O jeito agora é ter força para criar nossos quatro filhos.


Os Três policiais estão presos administrativamente desde domingo por determinação do comando do 9º BPM. A corregedoria da PM abriu Inquérito Policial Militar para apurar o caso. Os três PMs estão sendo ouvidos pela corregedoria nesta tarde.

A Defensoria do Estado do Rio informou nesta quarta que o Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos vai se reunir com a família da vítima ainda nesta semana. O encontro estava marcado para as 13h, mas foi adiado por causa do encontro com o governador e o chefe da Polícia Civil.

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