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Irmão negou enterro de mãe e filho sem identificação: "Eles têm nome"

IML afirmou que corpos poderiam ser liberados antes da certidão de óbito

Rio de Janeiro|PH Rosa, do R7

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Francynne e Thauan foram reconhecidos após 16 dias
Francynne e Thauan foram reconhecidos após 16 dias

Os corpos de mãe e filho mortos em um acidente na avenida Brasil no Natal poderiam ter sido liberados antes da identificação. Segundo o IML informou nesta segunda-feira (15), Francynne e Thauan Azevedo, mortos no dia 25, poderiam ser sepultados e, após o enterro, a família poderia retificar a certidão de óbito, já que a carbonização dos corpos dificultou o reconhecimento.

Dênis Mathias, irmão e tio das vítimas, afirmou que essa opção foi oferecida, mas que não achava justo enterrar seus familiares como “indigentes”.


— Minha irmã tem nome, então não acho justo ela ser enterrada como indigente, com uma plaquinha dizendo mulher, homem ou criança. Eu acredito que grande parte da identidade dela é o nome e o sobrenome.

A retificação na certidão seria feita a partir do exame de DNA feito com amostras do corpo das vítimas retiradas após o sepultamento. Entretanto, foi também a falta dos kits de DNA que prolongaram a dor da família que aguardava a identificação.


Minha irmã tem nome%2C então não acho justo ela ser enterrada como indigente%2C com uma plaquinha dizendo mulher%2C homem ou criança

(Dênis Mathias, irmão e tio das vítimas)

Agora que os corpos já foram identificados e liberados, o instituto afirmou que os kits de DNA já foram solicitados e que aguarda a entrega do material.

Por meio de nota, o IML informou que foi adotado o método de antropologia para identificar os corpos, em que são analisados raio x, arcada dentária e possíveis próteses no corpo. Isso porque um produto necessário para a realização do DNA não estava disponível.

A família espera agora a emissão da certidão de óbito para realizar o sepultamento dos corpos em São Pedro da Aldeia, na região dos Lagos. Como os corpos foram liberados mais de 15 dias após a morte, o documento só pode ser entregue com ordem judicial. Mas o advogado da família, Luiz Gullo, já deu entrada e, segundo ele, o pedido já foi autorizado pela juíza.

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