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Julgamento do caso Henry: defesa de Jairinho mostra foto de lesões, e Monique tampa o rosto

Delegado responsável pela investigação diz que traumas no corpo da criança não condizem com acidente doméstico

Rio de Janeiro|Do R7

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Jairinho desiste de novo adiamento, e julgamento do caso Henry Borel começa Divulgação / PCRJ

O segundo dia de julgamento do caso Henry Borel foi marcado pelo depoimento do delegado responsável pela investigação da morte da criança. Ex-titular da 16ª DP, Henrique Damasceno deixou claro que os traumas encontrados no corpo do menino não condizem com um acidente doméstico, especialmente a versão de queda da cama apresentada pela mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, Jairo Santos Souza Junior, o Jairinho.

Durante a sessão no II Tribunal do Júri, a defesa de Jairinho pediu para mostrar fotos das lesões no corpo da criança em exame no IML (Instituto Médico Legal) para questionar informações.

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Nesse momento, Monique, que está sentada no banco dos réus, abaixou a cabeça e tampou o rosto para não ver as imagens.

Houve ainda bate-boca entre o advogado Zanone Júnior, que defende Jairo, e o representante do pai de Henry, o advogado Cristiano Medina, quando foram levantadas questões sobre os ferimentos na cabeça da vítima.

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Questionado pela Promotoria se a vítima tinha alguma doença que poderia ter causado a morte, Henrique Damasceno disse que não e lembrou que a causa do óbito foi laceração hepática e outros ferimentos.

Para o delegado, Henry foi torturado ao menos duas vezes pelo padrasto antes de morrer no dia 8 de março de 2021.

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O menino foi levado desacordado da casa onde morava com o casal na Barra da Tijuca, na zona sudoeste, para um hospital particular no bairro.

Henrique Damasceno também chamou de farsa ensaiada os depoimentos de mãe e padrasto logo após a morte de Henry.

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Diante das investigações, ele ficou convencido de que a mãe sabia que Henry sofria agressões. Isso porque foram encontrados avisos no celular da babá do menino em mensagens trocadas com Monique.

O exame pericial apontou 23 lesões no corpo de Henry. O delegado falou que as lesões foram seríssimas a ponto de causar a morte da criança.

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