Caso Henry Borel: Delegado afirma que mãe tinha conhecimento das agressões e tentou proteger o companheiro
No segundo dia de julgamento, o delegado do caso presta depoimento durante toda a manhã desta terça-feira
Rio de Janeiro|Do R7

Durante depoimento no II Tribunal do Júri, o delegado Edson Henrique Damasceno afirmou que há fortes indícios de que Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, tinha pleno conhecimento das agressões sofridas pelo filho dentro de casa. Segundo o delegado, o depoimento prestado por Monique cerca de dez dias após a morte da criança apresenta inconsistências e contradições relevantes para a investigação.
De acordo com Damasceno, Monique declarou naquele momento que a relação entre Henry e o então companheiro, Jairo, era de “perfeita harmonia”. Entretanto, as investigações mostraram um cenário completamente diferente.
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Histórico de agressões
Ainda segundo o delegado, há evidências de que Henry já vinha sendo agredido anteriormente e que aquela não teria sido a primeira vez. A investigação incluiu relatos da babá da criança, que teria denunciado episódios de violência dentro da residência do casal.
Versão considerada mentirosa
Para a polícia, Monique manteve uma versão falsa dos fatos ao longo de todo o processo de investigação. Damasceno destacou que não restam dúvidas de que ela tinha conhecimento das agressões e, inclusive, teria atuado para impedir que informações viessem à tona.
Entre os pontos destacados, está a suposta tentativa de coação da babá, testemunha-chave do caso. Ainda segundo o delegado, Monique teria pressionado a funcionária para apagar mensagens que poderiam comprovar os episódios de violência.
A defesa de Monique chegou a sustentar que ela própria seria vítima de coação por parte de Jairinho. No entanto, segundo o Damasceno, essa versão não encontrou respaldo nas investigações.
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