Justiça arquiva inquérito contra suspeito de lançar coquetel molotov contra PMs em protesto
Bruno Teles chegou a ser preso, na semana passada, em manifestação no Palácio Guanabara
Rio de Janeiro|Do R7

A Justiça aceitou o pedido do Ministério Público e aprovou o arquivamento do inquérito ao qual Bruno Ferreira Teles respondia por ter supostamente atirado um coquetel molotov em direção a policiais militares, durante manifestação próximo ao Palácio Guanabara, zona sul do Rio, no dia 22 de julho.
De acordo com a promotoria, a palavra isolada do policial militar responsável pela prisão de Bruno “não configura indício suficiente de autoria a justificar a deflagração da instância penal, em não havendo outras provas”.
De acordo com a perícia realizada pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MP, as imagens da manifestação mostram que o indiciado não estava posicionado no local de onde os artefatos foram arremessados.
Confusão
Na semana passada, a Polícia Civil mudou a versão sobre a prisão de Bruno Teles. Na primeira nota à imprensa, divulgada na manhã de terça (23), a polícia justificava a prisão por “porte de artefato”. A posição revelada na quinta (25), porém, diz que com Bruno foram apreendidos apenas dois braceletes de alumínio e que ele foi indiciado por ter sido flagrado “usando artefato incendiário”. Com isso, cairia por terra a informação da Polícia Militar de que Bruno levava uma mochila com coquetéis molotov.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, a prisão de Bruno se baseou no depoimento de PMs, que disseram na Delegacia do Catete (9ª DP) ter visto o manifestante lançando um coquetel contra a tropa da corporação.
Ainda segundo os agentes, Bruno teria resistido à prisão e tentado correr. Antes de ser levado à DP, ele sofreu choque com um teaser (arma não letal que lança descargas elétricas).
Por meio de nota, a PM diz que as informações divulgadas pela corporação são obtidas a partir dos relatos dos policiais que atuam no local das manifestações e, mais tarde, checadas com registros feitos em relatório. Segundo a PM, no dia seguinte ao confronto no Palácio Guanabara, a corporação divulgou nota informando que “sete pessoas foram presas, uma delas com 20 coquetéis molotov”, sem especificar o nome do suspeito. A PM nega ter atribuído a Bruno a posse dos artefatos explosivos. A nota, entretanto, não esclarece a quem pertenceria os coquetéis molotov apreendidos. A corporação diz ter informado que Bruno foi preso em flagrante por atirar coquetel molotov em policiais.















