Justiça dá 12 horas para Flamengo reduzir preço de ingressos; veja novos valores
Os setores mais baratos vão passar a custar R$ 120, em vez de R$ 250
Rio de Janeiro|Do R7

O juiz Marcelo Rubioli, do Juizado Especial do Torcedor, aceitou o pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro e ordenou que o Flamengo tem 12 horas para comunicar em seu site oficial a redução do preço dos ingressos para a final da Copa do Brasil, marcada para o dia 27, sob pena de multa.
De acordo com a decisão da Justiça, os bilhetes terão os seguintes preços: setores norte e sul, R$ 120 (inteira); setor leste superior, R$ 160 (inteira); setor leste e oeste inferior, R$ 200 (inteira); setor Maracanã Mais, R$ 320 (inteira). Antes, os custos variavam entre R$ 250 e R$ 800.
Ainda de acordo com o juiz Marcello Rubiolli, houve “prática abusiva de ágio”, ou seja, o clube majorou de maneira exagerada as entradas. Assim, o novo preço fixado pela Justiça representa uma inflação de 100% em relação ao custo dos bilhetes no jogo contra o Goiás, válido pela semifinal da Copa do Brasil. Inicialmente, o aumento estipulado pela diretoria rubro-negra ultrapassava 300%.
A Justiça não se pronunciou sobre como deverão proceder os torcedores que já compraram os bilhetes (a venda começou na segunda-feira para sócio-torcedores). A recomendação é de que o público guarde o recibo do pagamento para eventuais restituições. O Flamengo alega que ainda não foi notificado.
O preço dos bilhetes se tornou um caso de polícia na quarta-feira (13). Agentes do Procon-RJ, órgão ligado à Secretaria de Defesa do Consumidor, foram à sede do clube, na Gávea, na zona sul, e exigiram receber documentos que, supostamente, comprovariam que houve aumento abusivo nas entradas.
Como os papéis não foram entregues, o diretor jurídico rubro-negro, Bernardo Accioly, foi conduzido para a Delegacia do Consumidor para prestar esclarecimentos. O presidente do Flamengo alegou que a instituição foi invadida sem mandado e cogita entrar com um processo por abuso de autoridade.
A Delegacia do Consumidor instaurou inquérito para investigar se houve aumento abusivo no valor das entradas. O delegado titular da Decon, Tarcísio Jansen, informou que vai analisar as justificativas contábeis que levaram o clube a fixar os preços. Tarcísio afirmou ainda que o Código de Defesa do Consumidor proíbe o aumento excessivo.















