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Justiça decreta prisão temporária de 3 suspeitos de espancar vendedor até a morte em Ipanema

Além das barras de ferro, Fabiano foi agredido com socos e pontapés

Rio de Janeiro|Do R7

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Fabiano foi espancado com barras de ferro até a morte no domingo (15) em Ipanema, zona sul do Rio
Fabiano foi espancado com barras de ferro até a morte no domingo (15) em Ipanema, zona sul do Rio

A Justiça do Rio decretou nesta terça-feira (17) a prisão temporária de Alan Cesar de Mesquita, Ana Alice Alves Cosme Carneiro e Ingrid Caldeira Mendes por homicídio. Eles são suspeitos de espancar o vendedor Fabiano Machado da Silva, de 35 anos, até a morte, com uma barra de ferro, no domingo (15) em Ipanema, zona sul da capital fluminense. 

Na decisão, a juíza Maria Izabel Pena Pieranti afirma que a vítima não teve chance de defesa e destaca que "não se trata apenas de mais um homicídio, praticado em plena via pública, sob a luz do dia". Para Pieranti, "a ação configurou verdadeiro linchamento, não deixando qualquer chance de reação à vítima”. Além das barras de ferro, Fabiano foi agredido com socos e pontapés. Segundo a magistrada, a maioria dos golpes foi na cabeça da vítima.


Em depoimento, os suspeitos alegaram que revidaram as agressões iniciadas por Fabiano. Segundo o Tribunal de Justiça, caso a prisão temporária não seja renovada em um prazo de 30 dias, eles poderão ser soltos.

Por volta das 15h, os três ainda não tinham se apresentado na delegacia. A Divisão de Homicídios faz diligências para prendê-los.


Agressor avisou a família pelo celular
Agressor avisou a família pelo celular

Família foi avisada pelo celular

O telefone celular de Fabiano foi roubado após a vítima ter sido espancada.Um dos agressores usou o aparelho para enviar mensagens. Na conversa, o suspeito diz que Fabiano apanhou muito e, quando foi questionado pela família sobre quem estava digitando, respondeu que era o agressor e ainda pediu para avisar a família de que o vendedor de gelo devia estar morto.


Em outra conversa, o homem escreve que as agressões ocorreram após o vendedor ter “mexido com a mulher dos outros”. 

Antes do crime, Silva enviou um áudio para a família em que admite estar bêbado. Os parentes disseram tê-lo avisado sobre o perigo de se envolver em brigas. Nesta segunda-feira (16), ao menos três suspeitos de envolvimento no espancamento se entregaram à polícia. O advogado deles disse que os suspeitos seriam "vítimas do episódio".

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