Logo R7.com
RecordPlus
‌

Justiça do RJ decreta prisão preventiva de 'Paty Bumbum'

Patrícia Silva é investigada por exercício ilegal da medicina, estelionatos e lesões corporais; ela foi presa no dia 6 de agosto em Curicica

Rio de Janeiro|Juliana Valente, do R7*

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Paty Bumbum foi presa no dia 6 de agosto em Curicica
Paty Bumbum foi presa no dia 6 de agosto em Curicica

A massoterapeuta Patrícia Silva dos Santos, de 47 anos, teve a prisão preventiva decretada nesta quarta-feira (5). Conhecida como 'Paty Bumbum', ela é investigada por exercício ilegal da medicina, estelionatos e lesões corporais. De acordo com a denúncia do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), apesar de não ser médica, a massoterapeuta realizava procedimentos estéticos invasivos, como a aplicação de silicone industrial para a modelagem de seios e glúteos.

Além de Patrícia, outros dois investigados também tiveram a prisão preventiva decretada. Segundo o MP-RJ, a conversão da prisão se fez necessária para " garantir a ordem pública e evitar que os indiciados voltem à prática criminosa". 

‌

Na decisão, o juiz Aylton Cardoso Vasconcellos, da 2ª Vara Criminal de Jacarepaguá, afirmou que o trio não tinha cuidado com a saúde dos pacientes e estava interessado apenas no lucro das cirurgias.

'Paty Bumbum' foi presa no dia 6 de agosto em Curicica, na zona oeste do Rio de Janeiro.

‌

Entenda o caso

'Paty Bumbum' é suspeita de realizar procedimentos estéticos sem formação médica em um consultório ao lado de sua casa, em Curicica. No local, agentes da Decon (Delegacia do Consumidor) e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) encontraram materiais como seringas, silicone industrial e ácido hialurônico.

‌

Segundo a delegada titular da Decon, Daniela Terra, Patrícia confessou, após ser confrontada com áudios vazados, que realiza estes procedimentos há 13 anos, mesmo não tendo licença ou autorização.

Morte de modelo

‌

"Paty Bumbum" foi ligada ao caso da modelo Mayara dos Santos por outras vítimas que prestaram depoimento. Segundo as denúncias, ela e a suspeita responsável pelo procedimento, que levou à morte da modelo, manteriam uma sociedade.

O delegado titular da 42ª DP, Eduardo Freitas, confirmou as duas foram sócias pelo menos até 2015. Ele investiga agora se o vínculo profissional entre as duas foi mantido e se Patrícia teve participação na morte de Mayara.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Odair Braz Jr.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.