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Justiça mantém pena de 120 anos de Fernandinho Beira-Mar

Traficante tinha sido condenado por homicídios durante rebelião em presídio de Bangu

Rio de Janeiro|Do R7

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Defesa alegou ausência de testemunha para anular o júri
Defesa alegou ausência de testemunha para anular o júri

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter a pena de 120 anos de reclusão imposta ao traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. A decisão dos desembargadores da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ocorreu após a defesa pedir a anulação do júri.

De acordo com o desembargador relator do processo, Gilmar Augusto Teixeira, um dos motivos usados a favor do criminoso foi o de que a testemunha Marcelo Lucas da Silva estava ausente no julgamento.


— Na dicção da defesa, a ausência de Marcelo acarretaria a nulidade da sessão plenária. Porém, Marcelo, ainda que apontado pela defesa como vítima, na verdade é testemunha. Quando a defesa o arrolou, a ele se referiu como testemunha. Não obstante, a defesa desistiu da oitiva, como consignado nos autos.

Ainda segundo o desembargador Fernandinho Beira-Mar não foi acusado pela justiça de ser autor, mas de ter participado do crime. Além disso, as declarações feitas no julgamento convenceram os jurados. 


— A condenação não é manifestamente contrária à prova dos autos. Ele é conhecidamente líder de facção criminosa. Mantenho a pena e não mudo em nada a sentença.

Julgamento ocorreu em maio


O julgamento de Fernandinho Beira-Mar ocorreu em maio, no 1º Tribunal do Júri da Capital.

O traficante foi condenado pelo homicídio de quatro detentos durante uma rebelião que ocorreu em 2002 no presídio de segurança máxima Bangu 1. Os assassinados foram Ernaldo Pinto Medeiros, o Uê, Carlos Alberto da Costa, Robertinho do Adeus, Wanderlei Soares, Orelha e Elpídio Rodrigues Sabino, o Pidi. 

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