Justiça nega liberdade a empresário preso na Operação Favorito

Defesa também alegou que Mário Peixoto, investigado por fraudes na Saúde, poderia ficar em prisão domiciliar por integrar grupo de risco da covid-19 

Empresário Mário Peixoto foi preso pela PF

Empresário Mário Peixoto foi preso pela PF

Record TV

O desembargador federal Abel Gomes, do TRF2 (Tribunal Regional Federal 2ª Região), negou nesta quinta-feira (21) o pedido de liberdade ao empresário Mario Peixoto, preso na Operação Favorito por fraudes na Saúde. A decisão ainda será julgada pela 1ª Turma Especializada do tribunal.

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A defesa de Mario Peixoto alegou falta de fundamentação na ordem de prisão e informou que o empresário se enquadra no grupo de risco para a covid-19, o que justificaria autorização para prisão domiciliar. 

Na decisão, o relator Abel Gomes ressaltou que há indícios de vinculação do suspeito com o esquema de empresas beneficiadas por irregularidades.

Sobre o risco de contaminação pelo novo coronavírus, o desembargador federal destacou que Peixoto foi colocado em quarentena pela Seap (Secretaria de Administração Penitenciária).

O magistrado citou ainda "negociações imobiliárias suspeitas de servirem à lavagem de dinheiro", com a compra de propriedades rurais no Brasil e de imóveis nos Estados Unidos, que estariam ligadas ao empresário Arthur Soares, conhecido com “Rei Arthur”, que, apesar de foragido da Justiça, continuou trocando mensagens eletrônicas com Peixoto. 

O empresário Mário Peixoto é alvo de um inquérito da Polícia Federal que apura desvios de dinheiro em contratos da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro envolvendo OSs (Organizações Sociais). Entre os crimes investigados estão corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Por meio de nota, o advogado Alexandre Lopes ressaltou que o habeas corpus será julgado pelo colegiado e que "ainda há muito a se discutir sobre a ilegalidade da prisão provisória decretada equivocadamente".