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Laudêmio é um destroço que precisa ser removido de Petrópolis

'A taxa do príncipe" se tornou ainda mais imoral diante da tragédia por que passa a cidade fluminense

Rio de Janeiro|Marco Antonio Araujo, do R7

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Peça de museus: o laudêmio é uma taxa anacrônica e deveria ser extinta, com sua verba direcionada a melhorias na cidade
Peça de museus: o laudêmio é uma taxa anacrônica e deveria ser extinta, com sua verba direcionada a melhorias na cidade

Entre os destroços de Petrópolis, emergiu uma aberração que ganhou destaque e gerou revolta na opinião pública. O país agora sabe que a autodenominada família real brasileira desfruta, em plena República, de um privilégio indecoroso, anacrônico e que, diante da tragédia por que passa a cidade, deveria ser extinto de forma imediata.

Leia mais: entenda o que é laudêmio, o "imposto do príncipe" cobrado em Petrópolis


Laudêmio. Parece nome de personagem bizarro de Nelson Rodrigues, mas é uma taxa de 2,5% que uma parte dos herdeiros de dom Pedro II recebe quando há uma transação imobiliária na região central e bairros nobres de Petrópolis. Uma mamata real.

Conhecida como "taxa do príncipe", tem seus valores mantidos sob sigilo, mas é fácil deduzir que sua finalidade é manter luxos e privilégios de pessoas que se julgam especiais e monarcas de algum império desconhecido.


Seja quanto for esse dinheiro, a decência e a moralidade pública exigem que seja direcionado para ajudar os milhares de desabrigados, além de servir à reconstrução da belíssima cidade.

O Brasil deve ter um bom punhado de velharias em seus amontoados de intermináveis leis, enterradas nos escombros deste país miserável, desigual e quase sempre injusto.

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