Manifestantes vazam dados pessoais de Eduardo Paes
Dados foram publicados após protesto de terça-feira
Rio de Janeiro|Do R7
O prefeito Eduardo Paes voltou atrás e não vai mais investigar o vazamento de supostos dados pessoais dele na internet, segundo a assessoria da prefeitura. As informações, veiculadas após o protesto de terça-feira (15), foram publicadas nas páginas de grupos ligados às manifestações, como Black Bloc e Anonymous. Na manhã desta quinta-feira (17), a assessoria de Paes havia informado que ele havia pedido à Secretaria de Segurança uma investigação, que seria levada até os últimos recursos.
Nas redes sociais, ativistas vazaram CPF, e-mail, telefones e e-mail do prefeito. Por intermédio de sua assessoria de imprensa, o prefeito disse que, independentemente de as informações serem falsas ou verdadeiras, irá usar de todos os recursos para encontrar os responsáveis.
Os ativistas justificaram a ação como uma resposta à postura violenta dos policiais durante os protestos.
Mais de 60 presos na terça-feira
A Polícia Civil prendeu 64 pessoas e apreendeu 20 menores de idade em flagrante durante confronto após a manifestação da noite de terça-feira, no centro. Do total, 27 foram autuados com base na nova Lei do Crime Organizado por crimes de dano ao patrimônio público, formação de quadrilha, roubo e incêndio. Os delitos, segundo a polícia, são inafiançáveis.
De acordo com a Seap (Secretaria Estadual de Administração Penitenciária), 27 foram encaminhados para presídios estaduais, sendo 25 para a Cadeia Pública Juíza Patrícia Lourival Acioli, em São Gonçalo, região metropolitana, e duas mulheres para a Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza, no complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio.
A Polícia Militar encaminhou 190 manifestantes a oito delegacias. Durante o confronto, foram apreendidas facas, canivetes, estilingues, bolas de gude, esferas de aço, um estilete, um tchaco, uma lâmina de serra, máscaras e escudos.















