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Médica que negou atendimento a bebê não responderá por homicídio

Justiça revogou ainda algumas medidas cautelares impostas à Haydée Marques como o impedimento do exercício profissional da médica

Rio de Janeiro|Juliana Valente, do R7*

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Breno, de 1 ano e 6 meses, morreu em junho de 2017
Breno, de 1 ano e 6 meses, morreu em junho de 2017

Por decisão do juiz Gustavo Kalil, da 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, a médica Haydée Marques da Silva não responderá por homicídio doloso - quando a pessoa assume o risco matar. O magistrado afirma que, após ouvir diversas testemunhas, concluiu que a réu não tinha a intenção de matar a criança quando negou o atendimento. 

Em sua decisão, Kalil ressaltou ainda que a situação clínica de Breno informado à médica era de gastroenterite, que não apresenta risco de morte, e que o quadro de broncoaspiração só foi instaurado mais de uma hora após a saída da ambulância. 


Com essa sentença, Haydée será julgada por um juiz do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) e não por um tribunal do júri. O magistrado revogou ainda algumas medidas cautelares impostas à médica, exceto a obrigação de manter o endereço residencial atualizado. 

Entre as medidas revogadas está o impedimento do exercício profissional da médica.


Caso Breno

O caso aconteceu em junho de 2017. O menino Breno Rodrigues Duarte da Silva, de 1 ano e 6 meses, que sofria de uma doença neurológica, morreu enquanto aguardava uma ambulância. A família da criança chamou o socorro, mas a médica Haydée Marques da Silva, de 66 anos, se negou a atender o menino sob a alegação de não ser pediatra, segundo denúncia do MP.

* Estagiária do R7, sob supervisão de PH Rosa

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