Menino de 5 anos atingido por bala perdida segue em estado grave
Polícia Civil apreendeu os fuzis dos militares que estavam em patrulhamento na hora do tiroteio. As armas serão encaminhadas para perícia
Rio de Janeiro|Karolaine Silva, do R7* com Agência Brasil

Permanece em estado grave o menino de 5 anos atingido por uma bala perdida na cabeça na noite de segunda-feira (27)enquanto brincava com o pai em um campo de futebol, no Engenho de Dentro, na zona norte do Rio de Janeiro.
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Arthur Gonçalves Monteiro foi transferido para a unidade pediátrica do Hospital Estadual Getúlio Vargas, no bairro da Penha, por meio de uma medida judicial, na terça-feira (28).
De acordo com familiares, o menino teve uma leve melhora, apesar do estado grave. Eles ainda informaram que os médicos estão tirando aos poucos o sedativo para verificar como ele vai reagir.
Arthur foi socorrido inicialmente para uma unidade particular e depois recebeu atendimento no Hospital Municipal Salgado Filho, para onde seu pai, Paulo Roberto, também foi levado. O homem foi atingido na mão quando tentou proteger o filho se jogando no chão e colocando seu corpo sobre o da criança. Ele levou 12 pontos na mão e foi liberado.
Atendido rapidamente, Arthur foi operado, mas os médicos decidiram deixar a bala alojada na cabeça.
Fuzis apreendidos
O delegado Alan Luxardo, responsável pelo inquérito policial, informou que ouviu, em depoimento, várias pessoas da comunidade e que foram apreendidos os fuzis dos quatro policiais militares que estavam em patrulhamento na hora do tiroteio.
As armas vão ser encaminhadas ao Instituto de Criminalística Carlos Éboli para determinar se o tiro que atingiu Arthur partiu da arma de um dos militares.
Em nota, a PM disse que os policiais foram atacados a tiros por traficantes de drogas. Houve revide e muitos tiros. Após cessar o tiroteio, os militares foram informados que duas pessoas estavam baleadas no campo de esportes da comunidade.
Moradores do Morro São João relataram o barulho provocado pelos tiros disparados no confronto. Eles mostraram uma creche na comunidade que fica na linha de tiro do campo de futebol com as paredes tomadas de marcas de tiros.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Patrícia Junqueira















