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Menino que morreu em parque de diversões é enterrado no Rio

Corpo de Samuel Goulart foi sepultado no Cemitério de Inhaúma, no fim da manhã desta terça

Rio de Janeiro|Do R7

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Samuel encostou em grade de brinquedo e levou descarga elétrica
Samuel encostou em grade de brinquedo e levou descarga elétrica

O corpo do menino de seis anos que morreu eletrocutado em um parque de diversões, no Complexo do Alemão, no último domingo (8), foi enterrado no fim da manhã desta terça-feira (10). O sepultamento de Samuel Goulart foi no Cemitério de Inhaúma, zona norte do Rio. No momento do enterro, marcado por forte comoção, familiares e amigos aplaudiram.

Samuel recebeu uma descarga elétrica ao tentar acessar um brinquedo no parque de diversões, que fica na avenida Itaoca, no Alemão. Na ocasião, uma outra criança, de oito anos, também se feriu.


O parque de diversões não tinha alvará para funcionar. De acordo com a Seop (Secretaria Municipal de Ordem Pública), o parque não tinha autorização da prefeitura para operação. O Corpo de Bombeiros também informou que o local não tinha documento de regularidade da corporação e também não há registro de pedido de adequação do espaço.

Responsáveis serão indiciados por homicídio culposo


Os responsáveis pelo parque serão indiciados por homicídio culposo (sem intenção) e lesão corporal culposa, segundo informou o delegado Roberto Ramos, da delegacia de Inhaúma (44º DP), na segunda-feira (9).

Funcionários do parque indicaram em depoimentos ao delegado que o parque operava de forma itinerante com o intuito de driblar a legislação. O parque estava montado no Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro. Ramos afirmou que os donos foram intimados e que a responsabilidade de cada um — incluindo proprietários e eventual gerente — está sob investigação.


O delegado também quer saber por que apenas parte dos brinquedos estava em funcionamento, enquanto outras atrações estavam em processo de montagem.

A mãe de Samuel Goulart contou, em entrevista à Rede Record, que tentou tirar o filho da escada onde estava levando o choque, mas só conseguiu na segunda tentativa. A criança estava na fila para entrar em um brinquedo quando, ao subir a escada, segurou no corrimão e levou uma descarga elétrica.


— Ele tomou um choque na escadinha e praticamente caiu morto. Eu tentei pegar ele e aí tomei um choque, mas, na segunda tentativa, eu consegui tirar. Aí, ele caiu. A gente leva o filho para o parque para brincar e a gente começa a se sentir culpada, mas a gente acaba levando o filho para a morte. Não quero que aconteça com outras crianças o que aconteceu com ele.

A Polícia Civil terminou a perícia por volta de 12h desta segunda. Segundo o advogado do parque, Hugo Novais, a empresa está disposta a colaborar com as investigações.

— A empresa se coloca integramente à disposição. Obviamente, já fez o lacre de todos os brinquedos, determinando que ninguém retirasse. A empresa se solidariza com esse evento danoso e se coloca à disposição para sanar qualquer prejuízo emocional sofrido.

Procon pode multar empresa

O parque itinerante montado no Complexo do Alemão pode ser multado pelo Procon Estadual. O órgão ligado à Secretaria de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor abriu uma representação contra a Looping Diversões Ltda., a empresa que é dona do negócio.

Os responsáveis têm 15 dias úteis, contados a partir do recebimento da notificação, para apresentar sua defesa. Senão for apresentada ou o Procon-RJ não concordar com ela, o parque será autuado e multado.

De acordo com o artigo 6º do CDC (Código de Defesa do Consumidor), é dever do estabelecimento zelar pela proteção da vida, da saúde e pela segurança do consumidor contra os riscos provocados pelos produtos ou serviços oferecidos pelo estabelecimento. Assim, é considerado defeituoso o serviço que não oferece a segurança que o consumidor pode esperar dele.

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