Monique admite que Henry reclamou de ter levado ‘banda’ e ‘moca’ e afirma que Jairinho disse para ela parar de mimar filho
O 9º dia de julgamento do caso foi aberto com o interrogatório da ré
Rio de Janeiro|Do R7

O 9º dia de julgamento do caso Henry Borel foi aberto com o interrogatório da ré Monique Medeiros, mãe da criança, no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Ela responde pelo crime de homicídio qualificado, assim como o ex-namorado, o ex-vereador Dr. Jairinho.
Logo no início da fala, Monique admitiu que o filho reclamou de agressões quando ela morava com o então namorado, o ex-vereador Jairinho.
Segundo ela, o menino contou que Jairo tinha dado uma “banda” e uma “moca” nele e falado que ele era muito “mimado” e “bobalhão”.
Monique afirmou ter questionado o ex sobre o assunto. Porém, Jairinho teria negado e dito a ela que “só havia segurado a criança e dado uma ‘moca’. Ele ainda teria falado para a mãe parar de mimar o filho.
Monique desmente babá
Na sequência, a mãe de Henry negou que a babá da criança, Thayná Oliveira, tivesse contado a ela sobre um episódio de agressão pouco antes da morte do menino — no dia 2 de fevereiro de 2021.
“A Thayná não me contou em nenhum momento que o meu filho havia sofrido qualquer tipo de violência. Se ela tivesse contado, eu não ia deixar o meu filho ficar junto com o Jairo”.
Em um outro momento, Monique chorou ao ler as mensagens trocadas com a funcionária sobre Jairinho enquanto estava no salão de beleza.
Ela citou que Henry relatou que Jairinho falava que o menino atrapalhava a mãe e o relacionamento dos dois. Monique, então, ligou para Jairo, exaltada e falando alto, segundo ela, questionando o motivo de ter dito isso. Jairinho, mais uma vez, negou e disse a ela que era mentira.
Vídeo em que menino aparece mancando
Em outras mensagens trocadas com Monique, a babá enviou um vídeo em que Heny aparecia mancando e reclamando de dores de cabeça após ter ficado sozinho com Jairo no quarto.
Sobre essas imagens, a mãe afirmou não ter percebido que o filho estava com dificuldades para andar. “Eu não podia imaginar que o Jairo fizesse qualquer coisa com Henry”.
Naquele momento, por não ver a criança mancando, ela suspeitou que teria ocorrido outra situação: “Na minha cabeça, ele tinha caído e batido a cabeça. Em nenhum momento eu podia imaginar que Jairo tinha batido no meu filho”.
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