Moradores da Lagoa reclamam e Justiça proíbe atividades no Quilombo Sacopã
Defensoria Pública do Rio tenta reverter decisão que proíbe jongo, capoeira e danças
Rio de Janeiro|Do R7

A Defensoria Pública do Rio tenta suspender uma sentença que impede a prática de oficinas de jongo, capoeira e danças afro-brasileiras no Quilombo Sacopã, na Lagoa, zona sul do Rio de Janeiro. O processo foi movido por três condomínios de luxo do bairro. A Justiça do Rio proibiu a realização das atividades no local e mandou retirar a faixa do quilombo do portão, segundo a Defensoria.
Além do fim das atividades, a decisão de dezembro de 2015 prevê multa diária de R$ 50 caso o quilombo insista nas atividades “em segurança e na perturbação do sossego”.
Através do Nucora (Núcleo Contra a Desigualdade Racial), da Defensoria Pública, o pedido da suspensão foi protocolado porque “os demais quilombolas vêm sendo diretamente impedidos de realizar suas práticas tradicionais no uso do imóvel do qual são legítimos possuidores e que representa um dos elementos constitutivos deste grupo social”.
A comunidade ocupa 6.404,17 m² de área na rua Sacopã, na Lagoa, e foi reconhecida oficialmente pela Fundação Palmares. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária também já declarou o domínio da comunidade sobre o terreno, que é, ainda, Área de Especial Interesse Cultural.















