Logo R7.com
RecordPlus

Morte de recruta: investigação conclui que alunos de curso da PM sofreram tortura

Paulo Aparecido Santos de Lima, de 27 anos, morreu em novembro após treino no Cfap

Rio de Janeiro|Do R7

  • Google News
Paulo Aparecido morreu após passar mal em treino sob sol de 42°C
Paulo Aparecido morreu após passar mal em treino sob sol de 42°C

A investigação da Polícia Civil concluiu que Paulo Aparecido Santos Lima morreu porque foi torturado durante o curso de formação de policiais militares no Cfap (Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças), em Sulacap, na zona oeste do Rio. O rapaz de 27 anos foi internado no dia 12 de novembro de 2013 com insolação e queimaduras graves, após ser obrigado a ficar sentado no asfalto quente, em dia com temperatura de 42°C. Ele morreu em 22 de novembro.

Com base no depoimento de mais de 20 recrutas que participaram do mesmo curso de formação, o delegado Carlos Augusto Nogueira, da Delegacia da Pavuna (39ª DP), entendeu que os quatro oficiais responsáveis pela condução das atividades adotaram atitudes desumanas e desnecessárias, que representavam abuso de autoridade. O inquérito com 125 folhas, relatando com detalhes as supostas torturas, foi encaminhado para o Ministério Público na semana passada.


Segundo o relato de recrutas, houve casos em que os mais de 500 alunos só tinham cinco minutos para beber água em seis torneiras. Houve um episódio em que recrutas foram obrigados a beber água na cisterna dos cavalos e tiveram infecção intestinal.

O Ministério Público vai analisar o inquérito e pode oferecer denúncia por tortura ou encaminhar o caso para a auditoria militar. Assista ao vídeo:

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.