Motorista de Kombi alvejada no Complexo da Maré segue internado
Sidnei Sousa da Silva permanece estável; outras duas vítimas foram medicadas e liberadas
Rio de Janeiro|Do R7

O motorista da Kombi que foi alvejada após furar uma blitz na Maré, no sábado (21), continua internado e permanece estável. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, Sidnei Sousa da Silva está sendo tratado no hospital Alberto Torres, em São Gonçalo. O veículo, que realizava transporte alternativo, foi baleado quando tentava furar um bloqueio da Força de Pacificação e uma blitz do Detro.
Além de Sidnei, Maria Neusa Borges e Aguinaldo Pereira também se feriram e deram entrada no hospital Getúlio Vargas, na Penha. De acordo com informações da secretaria, ambos foram avaliados, medicados e receberam alta no mesmo dia.
Por meio de nota, a Força de Pacificação informou que, segundo moradores, os disparos partiram de "agentes perturbadores da ordem pública".
De acordo com o BPVE (Batalhão de Policiamento em Vias Especiais), que acompanhava uma ação do Detro (Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro) para coibir transporte irregular na linha Amarela, na altura da Vila dos Pinheiros, em Bonsucesso, a Kombi não respeitou a ordem dos policiais para parar na blitz e fugiu em direção à Vila dos Pinheiros.
Os policiais do BPVE informaram que não efetuaram disparos e apresentaram as armas para que seja realizada a perícia na delegacia de Bonsucesso (21ª DP).
Já a Força de Pacificação informou que a Kombi era perseguida por uma viatura da PM e rompeu em alta velocidade um bloqueio dos militares localizado entre a Vila do João e o Conjunto Pinheiro. Ainda de acordo com a Força de Pacificação, um militar do bloqueio realizou um disparo na direção do pneu para que o veículo parasse. No entanto, ele continuou seu deslocamento, tendo a viatura da PM no seu encalço.
Mais tarde, uma patrulha da Força foi informada por moradores que criminosos dispararam contra a Kombi e que passageiros ficaram feridos e encaminhados para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila do João. A Força de Pacificação, que também nega a autoria dos disparos, vai instaurar um procedimento administrativo para apurar o caso ocorrido no bloqueio.
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